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Tecnologia nacional reduz danos à camada de ozônio

MMMA apoia projeto da Eletrofrio, que inaugurou recentemente a primeira linha de envase de propano, gás natural usado na refrigeração em substituição aos HCFCs
Publicado: Quinta, 06 Junho 2019 18:32 Última modificação: Quarta, 12 Junho 2019 17:52 Autor: Elmano Augusto Ferreira Cordeiro
Crédito: ONU Brasil Ministro Ricardo Salles (C) com dirigentes do MMA e técnicos da Eletrofrio durante inauguração da linha de envase de propano Ministro Ricardo Salles (C) com dirigentes do MMA e técnicos da Eletrofrio durante inauguração da linha de envase de propano
Brasília – Neste momento, em que se comemora a Semana do Meio Ambiente, a questão dos danos dos hidroclorofluorcarbonos (HCFCs) à camada de ozônio veio à tona mais uma vez na mídia. No Brasil, um projeto ganhou destaque: a primeira linha de envase de propano da América do Sul em maquinários para refrigeração de equipamentos de supermercados – expositores horizontais e verticais, ilhas de congelados, câmaras frigoríficas, entre outros.

O projeto, executado pela empresa Eletrofrio, em Curitiba (PR) e inaugurado há pouco mais de um mês, está inserido no contexto do Protocolo de Montreal (Leia abaixo) e tem o apoio do Ministério do Meio Ambiente. O ministro Ricardo Salles esteve presente ao evento de inauguração.

O propano é um gás natural inofensivo à camada de ozônio com impacto insignificante para o aquecimento global. O seu uso em equipamentos de refrigeração de supermercados traz importantes ganhos não só ao meio ambiente, mas também à economia.
 
O principal ganho ambiental é a redução do consumo de HCFCs, um dos gases mais agressivos à camada de ozônio. O Brasil é o nono consumidor de HCFCs do mundo e o quinto entre os países em desenvolvimento.

Do ponto de vista econômico, a iniciativa estimula o desenvolvimento de tecnologia nacional de maquinários e reforça a competitividade da indústria brasileira, colocando-a em condições de igualdade em termos técnicos com a indústria estrangeira.

Além disso, o uso do propano na refrigeração em supermercados produz outras vantagens: exige menor gasto de energia elétrica e causa menos vazamentos, poupando perdas de produtos perecíveis.
selo Semana
 
MONTREAL

O projeto da Eletrofrio ocorre no âmbito do Protocolo de Montreal, tratado internacional em que os países signatários, entre eles, o Brasil, comprometem-se a substituir, por etapas, os gases nocivos à camada de ozônio.

A coordenação é feita pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), mais especificamente do projeto de Conversão Tecnológica do Setor de Manufatura de Equipamentos de Refrigeração e Ar Condicionado (RAC).

Tem ainda a chancela da Organização das Nações Unidades para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO, na sigla em inglês), que atua como parceira do projeto.

Os maquinários fabricados na planta da Eletrofrio já suprem o sistema de refrigeração de um grande supermercado, recém-inaugurado em Curitiba, selecionado pela UNIDO para participar do projeto, a partir de chamada pública.

SAIBA MAIS

Os HCFCs são substâncias causadoras do buraco na camada de ozônio. A camada é uma espécie de “capa” desse gás que envolve a Terra e a protege de vários tipos de radiação. A principal delas, a radiação ultravioleta, é causadora de câncer de pele.

A destruição da camada influi também para o aquecimento global. A sua proteção, portanto, além de proteger a saúde das pessoas, contribui para mitigar os efeitos da mudança do clima.

O Protocolo de Montreal trata da eliminação das substâncias que destroem a camada de ozônio. Pelo tratado, assinado em 16 de setembro de 1987 e que entrou em vigor em 1º de janeiro de 1989, os países signatários comprometem-se a substituir as substâncias responsáveis pela destruição do ozônio.

O Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, faz parte do compromisso assumido pelo Brasil de eliminar o consumo da substância até 2040, com metas escalonadas.

Os esforços atualmente realizados são para que até 2020 sejam reduzidos 39,30% e até 2021, 51,60% do consumo de HCFCs com relação à linha de base (consumo médio dos anos 2009-2010).

Ascom MMA
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