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Biodiversidade Brasileira

Biodiversidade Brasileira (25)

ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA CONSERVAÇÃO, USO SUSTENTÁVEL E REPARTIÇÃO DE BENEFÍCIOS DA BIODIVERSIDADE BRASILEIRA Acesse o site das Áreas Prioritárias para a Biodiversidade.  É só clicar na imagem abaixo e e conferir todas as informações:  
Resultados da 2ª atualização das Áreas e Ações Prioritárias para Conservação, Uso Sustentável e Repartição dos Benefícios da Biodiversidade dos biomas Cerrado e Pantanal realizado em 2012, e da Caatinga, realizado em 2015. Mapa das Áreas Prioritárias para conservação, uso sustentável e repartição de benefícios da biodiversidade dos biomas Cerrado, Caatinga Pantanal – 2ª atualizaçãoFichas das áreas prioritárias do Cerrado e Pantanal – 2ª atualizaçãoFichas das áreas prioritárias da Caatinga – 2ª atualizaçãoShapes das áreas prioritárias do Cerrado e Pantanal – 2ª atualizaçãoShapes das áreas prioritárias da Caatinga – 2ª atualizaçãoResultados da 1ª Atualização das Áreas Prioritárias para Conservação, Uso Sustentável e Repartição dos Benefícios da Biodiversidade Brasileira - 2006As áreas prioritárias resultados da 1ª atualização foram reconhecidas mediante Portaria N°9, de 23 de janeiro de 2007, Veja o link direto do Mapa Interativo de Áreas Prioritárias de 2006.FAÇA AQUI O DOWNLOAD DO MAPA COM AS ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA CONSERVAÇÃO, USO SUSTENTÁVEL E REPARTIÇÃO DOS BENEFÍCOS DA BIODIVERSIDADE BRASILEIRA 2006
Política Nacional da Biodiversidade - decreto 4339 de 22/08/2002 No dia 22/08/2002, o Presidente da República assinou o decreto número 4.339, que institui os princípios e diretrizes para a Política Nacional da Biodiversidade. O texto aprovado é resultante do longo processo de consulta realizado nos anos de 2000 a 2002. O texto integral está disponível nos links abaixo: Diário Oficial da União número 163 de 23/08/2002 (formato PDF) Versão Português ( PDF ) Versão Inglês ( PDF ) Versão espanhol ( PDF )
A Avaliação do Estado Atual do Conhecimento da Biodiversidade Brasileira é parte do desenvolvimento do Projeto Estratégia Nacional de Diversidade Biológica e vêm sendo realizada, desde 1997, por um grupo de consultores coordenados pelo Prof. Thomas Lewinsohn (UNICAMP). Os primeiros dados obtidos foram organizados e analisados em 1999. Agora, o Projeto Estratégia Nacional de Diversidade Biológica disponibiliza as versões atualizadas desses textos, com dados de 2003. Tais versões, que se encontram em fase de revisão final, contêm dados inéditos sobre o conhecimento da diversidade brasileira de microorganismos, invertebrados marinhos, invertebrados terrestres, organismos de água doce, vertebrados, plantas vasculares terrestres, além da diversidade genética.   1. Conhecimento de diversidade de plantas terrestres do Brasil elaborado por George J. Shepherd (Departamento de Botânica - Instituto de Biologia - UNICAMP) PDF 2. Perfil do conhecimento de biodiversidade em águas doces no Brasilelaborado por Odete Rocha (Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva - UFSCar) PDF 3. Avaliação do estado atual do conhecimento sobre a biodiversidade genética no Brasilelaborado por Louis Bernard Klaczko (Departamento de Genética e Evolução - Instituto de Biologia - UNICAMP) PDF 4. Avaliação do estado atual do conhecimento sobre a diversidade microbiana no Brasilelaborado por Gilson P. Manfio (CPQBA - UNICAMP). PDF 5.Avaliação do estado do conhecimento da diversidade de invertebrados marinhos no Brasilelaborado por Alvaro E. Migotto (Centro de Biologia Marinha - USP) e Antonio C. Marques (Departamento de Zoologia - Instituto de Biociências - USP) PDF 6. Perfil do conhecimento da diversidade de invertebrados terrestres no Brasilelaborado por C. Roberto F. Brandão, Eliana M. Cancello e Christiane I. Yamamoto (Museu de Zoologia - USP) PDF 7. Perfil do conhecimento da diversidade de vertebrados do Brasilelaborado por José Sabino (Laboratório de Biodiversidade, Ecologia e Conservação de Ecossistemas Aquáticos - UNIDERP) e Paulo Inácio Prado (NEPAM/UNICAMP) PDF 8. BIODIVERSIDADE BRASILEIRA: SÍNTESE DO ESTADO ATUAL DO CONHECIMENTOelaborado por Thomas M. Lewinsohn e Paulo Inácio Prado (NEPAM/UNICAMP) .doc   Observação: os trabalhos que se encontram disponíveis para consulta estão em sua versão preliminar. Solicita-se que qualquer observação, crítica, sugestão ou comentário sejam enviados para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. document.getElementById('cloakc4aa7aa1928fe5c04cbe5936c83250d7').innerHTML = ''; var prefix = 'ma' + 'il' + 'to'; var path = 'hr' + 'ef' + '='; var addyc4aa7aa1928fe5c04cbe5936c83250d7 = 'chm' + '@'; addyc4aa7aa1928fe5c04cbe5936c83250d7 = addyc4aa7aa1928fe5c04cbe5936c83250d7 + 'mma' + '.' + 'gov' + '.' + 'br'; var addy_textc4aa7aa1928fe5c04cbe5936c83250d7 = 'chm' + '@' + 'mma' + '.' + 'gov' + '.' + 'br';document.getElementById('cloakc4aa7aa1928fe5c04cbe5936c83250d7').innerHTML += ''+addy_textc4aa7aa1928fe5c04cbe5936c83250d7+'';
Domingo, 13 Maio 2012 20:47

Metas Nacionais

Metas 2010:  Resolução N° 03 da Conabio sobre as Metas para 2010 (Português e Inglês)  Tabela de Metas Nacionais para 2010 (Português e Inglês)  Livreto sobre Metas Nacionais de Biodiversidade para 2010 (Português e Inglês)
Quarta, 09 Maio 2012 21:28

Documentos

Documentos que subsidiaram a elaboração da Política Nacional de Biodiversidade Para a formulação da PNB foram realizados, paralelamente ao processo de consulta nacional, estudos básicos no período de 1998 a 2001, enfocando o tema biodiversidade com base em seus diferentes aspectos. Concomitantemente, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) promoveu cinco "avaliações por biomas" para a identificação de áreas e ações prioritárias para a conservação da biodiversidade na Amazônia; Cerrado e Pantanal; Caatinga; Mata Atlântica e Campos Sulinos; e Zona Costeira e Marinha. Os documentos resultantes destes estudos podem ser obtidos em PDF nos links abaixo: Estudos Básicos e Documentos Técnicos Política Nacional de Biodiversidade - roteiro de consulta para elaboração de uma proposta (Série Biodiversidade 1) Primeiro Relatório Nacional para a Convenção sobre Diversidade Biológica - Brasil A síntese do estado de arte do conhecimento da biodiversidade brasileira Legislação Ambiental Brasileira - grau de adequação à Convenção sobre Diversidade Biológica (Série Biodiversidade 3) Estudo sobre formas de Repartição de Benefícios em atividades de Prospecção Biológica Valoração econômica da biodiversidade - estudos de caso no Brasil. (em português com sumário em inglês) Análise comparativa de estratégias nacionais de biodiversidade de 46 países Saberes tradicionais e biodiversidade no Brasil (Série Biodiversidade 4) Políticas Públicas e Biodiversidade no Brasil  Relatórios dos Grupos de Trabalho Temáticos: Conservação in situ Conservação ex situ Uso sustentável Acesso aos Recursos Genéticos Convenção sobre Diversidade Biológica Intercâmbio de Informações Acesso a Tecnologias Diversidade Genética Microorganismos e Biodiversidade de Solos   Avaliações por Bioma Amazônia Cerrado e Pantanal Caatinga Mata Atlântica e Campos Sulinos Zona Costeira e Marinha
Quarta, 09 Maio 2012 21:16

Política Nacional da Biodiversidade

Para a formulação da proposta da Política Nacional de Biodiversidade (PNB), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) estabeleceu um processo de consulta, no período de 2000 a 2001, com a participação dos setores envolvidos com o tema, os quais: governo federal, estatal, organizações não-governamentais (ONGs), comunidades acadêmicas, indígenas e locais, e empresários. Também para a formulação da PNB foram realizados estudos básicos no período de 1998 a 2001, enfocando o tema com base nos diferentes aspectos, como o nível de adequação da legislação brasileira à Convenção sobre Diversidade Biológica, a síntese do estado de arte do conhecimento da biodiversidade brasileira, análise comparativa de estratégias nacionais de biodiversidade de 46 países e a síntese de registros sobre o conhecimento tradicional associado à biodiversidade. Paralelamente à consulta nacional, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) promoveu cinco "avaliações por biomas" no período de 1998 a 2000, identificando 900 áreas e ações prioritárias para a conservação da biodiversidade na Amazônia; Cerrado e Pantanal; Caatinga; Mata Atlântica e Campos Sulinos; e Zona Costeira e Marinha.Baseando-se nos estudos básicos, nas "avaliações por bioma" e nos resultados da consulta nacional, o MMA ultimou, em março de 2002, um documento preliminar da PNB. Em seguida, nos meses de abril e maio de 2002, foram realizadas quatro reuniões: em Curitiba, Recife, Manaus e em Goiânia com o objetivo de analisar o Primeiro Rascunho e definir a proposta final da PNB, que inclui os seguintes componentes: conhecimento da biodiversidade, conservação, uso sustentável, repartição de benefícios, fortalecimento de capacidades científicas e tecnológicas, e educação e consciência pública. Esta proposta de política foi discutida e apoiada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Com isto, o Brasil finalizou o processo de consulta para elaboração da Proposta de Política de Biodiversidade em agosto de 2002, o que culminou no Decreto N° 4.339 de 22 de Agosto de 2002, que instituiu os princípios e diretrizes para a implementação da Política Nacional de Biodiversidade. Esta decisão se fundamenta nos conceitos referendados nas leis existentes e em novos temas tratados pelo Congresso em matérias afins. Etapas da Implementação da Política Nacional de Biodiversidade     O Programa Nacional de Biodiversidade - PRONABIO, instituído pelo Decreto Nº 1.354, de 29 de dezembro de 1994, com o objetivo de coordenar a implementação de compromissos da CDB no país foi, então, modificado para que esse Programa seja a instância responsável pela coordenação da implementação da Política Nacional de Biodiversidade, mediante a promoção de sinergias entre o Poder Público e a sociedade civil. O novo Decreto do PRONABIO, Nº 4.703, de 21 de maio de 2003 altera seu nome para Comissão Nacional da Biodiversidade - CONABIO, define sua estrutura como matricial, com sete componentes temáticos (os mesmos componentes da Política Nacional de Biodiversidade: conhecimento da biodiversidade; conservação da biodiversidade; uso sustentável dos componentes da biodiversidade; acompanhamento, avaliação, prevenção e mitigação dos impactos sobre a biodiversidade; acesso aos recursos genéticos e aos conhecimentos tradicionais da biodiversidade e, repartição dos benefícios; educação e sensibilização pública; fortalecimento jurídico e institucional para a gestão da biodiversidade) e sete componentes biogeográficos (os conjuntos de biomas brasileiros: Amazônia; Caatinga, Zona Costeira e Marinha; Mata Atlântica e Campos Sulinos; Cerrado e Pantanal). Além disso, o novo Decreto amplia também a representação de sua Comissão Coordenadora em busca da gestão descentralizada. Essa representação aumentou dos atuais 12 para 16 integrantes, mais o presidente da Comissão, incluindo um do Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA, um do Ministério da Integração Nacional, um representante dos povos indígenas, um representante da Associação Brasileira das Entidades Estaduais do Meio Ambiente (ABEMA). Em 12 de fevereiro de 2004, o Decreto 4.987 incluiu na CONABIO representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e da Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (CONTAG). Em 15 de dezembro de 2004, o Decreto 5.312 incluiu na CONABIO representantes da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República (SEAP) e do Movimento Nacional dos Pescadores (MONAPE). Com isso, propõem a gerar mudanças (ainda que pequenas e graduais) na qualidade de vida da sociedade brasileira, criando alternativas viáveis de produção, alinhadas com a conservação ambiental. O principal desafio para o Programa será associar benefícios diretos da conservação da biodiversidade para as populações envolvidas em ações de conservação e uso sustentável da biodiversidade, e centrar esforços na maximização e garantia desses benefícios. documentosMetas NacionaisPlano de Implementação da Política (PAN-Bio)
Quarta, 09 Maio 2012 20:54

Glossário

Agrobiodiversidade: é definida na CDB como um termo amplo que inclui todos os componentes da biodiversidade que têm relevância para a agricultura e alimentação, bem como todos os componentes da biodiversidade que constituem os agroecossistemas: as variedades e a variabilidade de animais, plantas e de microrganismos, nos níveis genético, de espécies e de ecossistemas os quais são necessários para sustentar as funções chaves dos agroecossistemas, suas estruturas e processos. Num conceito mais sintético, a agrobiodiversidade pode ser compreendida como a parcela da biodiversidade utilizada pelo homem na agricultura, ou em práticas correlatas, na natureza, de forma domesticada ou semi-domesticada. A agrobiodiversidade é o conjunto de espécies da biodiversidade utilizada pelas comunidades locais, povos indígenas e agricultores familiares. Estas diferentes comunidades conservam, manejam e utilizam os diferentes componentes da agrobiodiversidade. Agrobiodiversidade (agrobiodiversity) tem como sinônimo biodiversidade agrícola (agricultural biodiversity).Anfíbio: grupo de animais de pele fina e úmida, que vivem uma parte da vida n’água e outra sobre a terra. exemplo: sapos, rãs e salamandras. Antrópico: resultante da ação do homem. Área degradada: onde o meio ambiente perdeu a capacidade natural de criar benefícios para o homem, para a vegetação e para os animais; degradação pode ser causada pela natureza ou pelo homem. Bacia hidrográfica: conjunto de terras onde ocorre a captação de água para um rio principal e seus afluentes; numa bacia hidrográfica, a água brota de nascentes e escoa para pontos mais baixos, formando córregos, riachos e ribeirões que criam o rio principal. Biodiversidade: a diversidade de formas de vida da Terra; todos os seres vivos que fazem parte de um ecossistema – de plantas e animais a micro-organismos. Segundo a definição da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), biodiversidade significa a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas. O termo tem como sinônimo diversidade biológica. A biodiversidade contempla tanto a diversidade encontrada nos ecossistemas naturais como naqueles com interferência humana, ou antrópicos. Às vezes o termo é usado para representar a riqueza de espécies. Biota: o conjunto da flora e da fauna de uma região. Conservação ambiental: uso ecológico dos recursos naturais; exploração das riquezas produzidas pela natureza sem prejudicar o meio ambiente – ao contrário de “preservação ambiental”, que não permite o uso dos recursos naturais. Conservação on farm: a conservação de recursos biológicos e genéticos nas propriedades rurais (conservação on farm) é uma importante estratégia de conservação, que envolve a seleção e o uso sustentável desses recursos, e é praticada pelos agricultores há milênios. Esse tipo de conservação se fundamenta num contínuo processo de evolução e adaptação, onde novos variantes surgem e são sujeitos à seleção natural e artificial (antrópica). A conservação on farm é uma estratégia complementar à conservação ex situ (conservação dos recursos genéticos fora do seu ambiente de ocorrência natural, que pode ser feita na forma de coleções, arboretos, bancos de germoplasma ou de sementes, por exemplo) e à conservação in situ (conservação dos recursos no próprio local de ocorrência natural dos recursos, realizada por meio de reservas genéticas, reservas extrativistas ou de áreas protegidas, por exemplo). Compreende práticas milenares usadas pelo homem na agricultura, envolvendo a transferência de conhecimento e de materiais genéticos selecionados e adaptados, bem como o seu intercâmbio, sendo ainda hoje a principal forma de conservação genética da agrobiodiversidade. Não se aplica aos recursos da biodiversidade que não são manejados ou cultivados pelo homem. A conservação on farm apresenta como particularidade o fato de envolver recursos genéticos cultivados pelas comunidades locais e populações indígenas, detentoras de grande diversidade de recursos fitogenéticos e de um amplo conhecimento sobre eles. Esta diversidade de recursos é essencial para a segurança alimentar das comunidades. Dentre os principais recursos fitogenéticos conservados no campo pelos agricultores familiares brasileiros estão a mandioca, o milho e o feijão. Contudo, muitos recursos genéticos de menor importância para a sociedade "moderna" são conservados tradicionalmente, podendo-se citar como exemplos uma série de espécies de raízes e tubérculos, de plantas medicinais e aromáticas, além de raças locais de animais domesticados (suínos, caprinos e aves entre outros). A conservação on farm envolve, portanto, recursos genéticos nativos e exóticos adaptados às condições locais, nas quais adquirem características específicas. Outra particularidade é que o material genético está em contínuo processo de seleção e de melhoramento pelas comunidades locais e populações indígenas. Desenvolvimento sustentável: modelo de desenvolvimento em que o importante é gerar riqueza, distribui-la de forma justa e proteger o meio ambiente, para que as gerações futuras possam usar os recursos naturais da mesma forma que elas são usadas hoje. Diversidade genética, seleção e adaptação: Os recursos da agrobiodiversidade apresentam alta diversidade genética, rusticidade e potencial para adaptações - o que pode ser evidenciado pela diversidade de variedades, linhagens ou raças de uma mesma espécie e pela heterogeneidade dos tipos fenotípicos. O material genético é em geral fortemente adaptado às condições ambientais e ao sistema de cultivo onde foi desenvolvido, sendo fruto de um processo conjunto e contínuo de seleção natural e artificial, esta realizada pelos agricultores e/ou comunidades. Devido a elevada diversidade genética e ao grande potencial de adaptação o material genético contido na agrobiodiversidade apresenta valor estratégico para suportar alterações ambientais e fornecer variedades com características desejáveis num processo de seleção artificial. Representa um estoque praticamente inesgotável de fonte de recursos a serem selecionados pelo homem. Para as comunidades locais e agricultores familiares, os componentes da agrobiodiversidade apresentam relevância para sua sobrevivência e identidade cultural. A diversidade de sistemas de cultivo, de espécies e de variedades confere à agrobiodiversidade a propriedade de minimizar os riscos na produção, fornece diversidade de gêneros alimentícios e de outros produtos, dietas equilibradas, e gera segurança alimentar. As influências culturais podem ser notadas de forma direta ou indireta sobre o uso destes componentes na culinária, na religiosidade, nas festividades e nas relações entre grupos e comunidades. A diversidade genética diminui o risco do material manejado ser gravemente afetado por alguma adversidade biótica (epidemia de praga ou doença, por exemplo) e abiótica (seca, excesso de chuvas, ondas de calor, ou geada, por exemplo) e também favorece a seleção de novas características desejáveis. Justamente o contrário ocorre com materiais genéticos altamente selecionados, com base genética estreita e expressões fenotípicas homogêneas, tais como variedades híbridas, clones e organismos geneticamente modificados - OGM. Ecossistema: sistema formado pelos seres vivos e o lugar onde eles vivem, em perfeito equilíbrio. exemplo: as plantas retiram nutrientes do solo e energia da luz do sol; há animais que se alimentam das plantas; esses animais servem de alimento para outros animais; quando morrem, os seres vivos se decompõem e fornecem nutrientes ao solo, que vão novamente ser aproveitados pelas plantas – num ciclo de vida em que cada ser tem importância fundamental. Educação ambiental: conjunto de ações educativas com o objetivo de despertar a consciência individual e coletiva para a importância do meio ambiente; quando estão conscientes, as pessoas mudam seus hábitos e praticam ações que ajudam na preservação da natureza. Endêmico: natural de uma região específica. Espécie em extinção: espécie que corre o risco de desaparecer completamente da face da Terra, para sempre. Espécie exótica: que se encontra fora de sua área de distribuição natural. Espécie exótica invasora: que ameaça ecossistemas, habitats ou espécies; por suas vantagens competitivas e favorecidas pela ausência de predadores e pela degradação dos ambiente naturais, dominam os nichos ocupados pelas espécies nativas, notadamente em ambientes frágeis e degradados. Extrativismo: as atividades de retirada de produtos naturais – de de origem vegetal, animal ou mineral – para fins comerciais, industriais ou para a subsistência. Extrativismo mineral: atividade de retirada de recursos minerais da terra para fins industriais ou para consumo imediato. exemplos: o extrativismo mineral que usa pouca tecnologia, como o garimpo de ouro em rios; e o extrativismo mineral que utiliza equipamentos sofisticados e técnicas avançadas, como a exploração e extração de petróleo. Extrativismo vegetal: atividade de retirada de recursos vegetais nativos; os produtos encontrados em uma região são coletados. Fauna: conjunto de espécies de animais que habitam determinada região. Flora: conjunto de espécies de plantas que formam a vegetação de uma determinada região. Floresta aluvial ou floresta de várzea: a parte da floresta que sofre os efeitos de inundações. Floresta de terra firme: floresta que ocupa terras não inundáveis. Habitat: ambiente favorável para o desenvolvimento, a sobrevivência e a reprodução de certas espécies de animais e/ou vegetais. exemplo: o ecossistema, ou parte dele, em que vive um determinado ser vivo é seu habitat. Hotspots de biodiversidade: regiões de grande riqueza biológica que estão extremamente ameaçadas. Irreversível: algo que não pode mais voltar à situação anterior. Mamíferos: classe de animais vertebrados, caracterizados pela presença de mamas; ocupam a posição mais elevada e dividem-se em várias ordens: primatas, insetívoros, quirópteros, carnívoros, ungulados, cetáceos, roedores, desdentados, marsupiais e monotremos. Manejo: os recursos da agrobiodiversidade são cultivados ou manejados pelas comunidades locais, agricultores familiares e povos indígenas em diferentes sistemas de produção, podendo-se destacar: - Sistemas de manejo de recursos nativos, extrativismo, agro-extrativismo (coleta de plantas medicinais,, de frutos e de castanhas; extração de óleos, resinas e fibras,...);- Sistemas de produção agrícolas familiares e comunitários (cultivo de variedades locais, ou crioulas, raízes e tubérculos em roças e pequenas plantações);- Sistemas Agroflorestais - SAFs (cultivo de espécies florestais e agrícolas consorciadas, com ou sem criação animal);- Hortas (cultivo de plantas folhosas, medicinais, aromáticas e condimentares em pequenos espaços);- Criação de pequenos animais (criação de galinhas, patos e outros pequenos animais em sistemas confinados ou semi-confinados);- Criação de animais silvestres em regime semi-extensivo (criação de animais silvestres em piquetes, áreas cercadas ou lagoas);- Criação de animais domesticados em regime semi-extensivo (criação de raças crioulas de animais domesticados, tais como suínos, caprinos, ou ovinO manejo e o cultivo podem se enquadrar em diferentes sistemas (biodinâmico, orgânico, ou permacultura, por exemplo), mas geralmente seguem aos conceitos e atendem aos princípios agroecológicos. Suas práticas privilegiam o uso de recursos locais, o reaproveitamento de resíduos, a reciclagem de nutrientes e a conservação do solo. A interação entre diferentes componentes e a diversidade de formas de vida e de espécies num mesmo sistema de cultivo é comumente utilizada como prática de manejo de pragas e doenças agrícolas. Apresentam também elevada eficiência do aproveitamento da energia em comparação aos sistemas agrícolas intensivos em uso de fertilizantes, agrotóxicos, máquinas e crédito. Mata ciliar: como os cílios protegem os olhos, vegetação que ocorre nas margens de rios e igarapés, protegendo-os do assoreamento. Meio ambiente: tudo o que cerca o ser vivo, que o influencia e que é indispensável à sua sobrevivência; solo, clima, água, ar, nutrientes e os outros organismos; o meio sócio-cultural e sua relação com os modelos de desenvolvimento adotados pelo homem. Microclima: clima local, essencialmente uniforme, de área pequena. Micro-organismos: os microrganismos são os menores seres vivos da natureza e só podem ser vistos com o auxílio de microscópio; dividem-se em três grandes grupos: as bactérias, os vírus e os fungos. Migração: deslocamento de indivíduos e/ou espécies, ou grupo de indivíduos e/ou espécies de uma região para outra dentro de um mesmo país; pode ser regular ou periódica e coincidir com as estações. Monitoramento ambiental: medição repetitiva ou observação da qualidade ambiental de acordo com um planejamento. Níveis de diversidade: A agrobiodiversidade pode ser compreendida como resultado da interação entre três níveis de diversidade: sistemas de cultivo e manejo (ou agroecossistemas); diversidade de espécies; e diversidade de variedades de plantas e de raças de animais. As práticas de manejo e os sistemas de cultivo dos agroecossistemas são determinados por fatores culturais e pelo conhecimento tradicional acumulado e transmitido por gerações. Por isso, pode-se afirmar que a diversidade genética contida na agrobiodiversidade apresenta forte ligação com a diversidade cultural dos povos e comunidades que a mantém. Peixe ornamental: aquele utilizado em aquários, para decoração. Populações tradicionais ribeirinhas: aquelas que se localizam às margens dos rios, ribeirões, igarapés e riachos, em habitações isoladas umas das outras; capazes de utilizar e conservar os recursos naturais de que dependem. Preservação ambiental: ações que garantem a manutenção de um ambiente como ele é, não sendo permitido o uso dos recursos naturais; diferente de “conservação ambiental”, que permite o uso dos recursos naturais. Quilombolas: descendentes dos escravos negros que sobrevivem em comunidades, muitas vezes fazendas deixadas pelos antigos grandes proprietários; mocambos, terra de preto, comunidades remanescentes de quilombos, comunidades negras rurais e comunidades de terreiro são outros nomes para os quilombos. Réptil: grupo de animais de pele seca, com escamas ou escudos. exemplo: crocodilos, lagartos e tartarugas. Recursos genéticos animais domesticados: animais de criação selecionados (gado bovino, caprino e ovino); pequenos animais de criação (galinhas, patos); animais domésticos ou de companhia (cães, gatos) Recursos genéticos animais semi-domesticados: animais silvestres criados em regime semi-extensivo ou semi-aberto (catetos, queixadas, capivaras); em cativeiro (jacarés); ou em tanques (espécies nativas de peixes, tartarugas). Recursos genéticos manejados no ambiente de ocorrência natural: frutos nativos, plantas medicinais silvestres (espinheira-santa, arnica, carqueja, unha-de-gato), ervas e chás (erva-mate, carqueja, macela, ...), castanhas (castanha-do-brasil, barú, ...), condimentos (baunilha, pequi, ...), extração de resinas e óleos (copaíba, andiroba, seringueira,...), fibras (taboa, piaçaba, cipós,...), extração de taninos. Recursos genéticos vegetais domesticados: sementes de cultivares agrícolas (milho, feijão, arroz, algodão,...); raízes, tubérculos e rizomas (batata, batata-doce, cará, mandioca,...); frutíferas selecionadas (cítricos, manga, abacate, mamão, banana,...); plantas medicinais e aromáticas cultivadas sob linhagens (hortelã, menta,...); condimentos cultivados (pimentas, canela, cravo...). Reserva extrativista: área utilizada por populações tradicionais que sobrevivem do extrativismo, da agricultura de subsistência e da criação de animais de pequeno porte; tem como objetivos básicos proteger os meios da vida e a cultura dessas populações, e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da área, sem áreas particulares. Sustentabilidade: condição relacionada com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana; um meio de configurar a civilização e atividade humanas de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente e ao mesmo tempo manter indefinidamente a biodiversidade e os ecossistemas naturais; abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro. exemplo: para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista quatro requisitos básicos – ele  tem de ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito. Terra indígena: área pertencente à União, habitada por sociedades indígenas, e de usufruto exclusivo destas. Unidade de conservação: nome dado pela legislação brasileira às áreas protegidas que fazem parte do sistema brasileiro de proteção ao meio ambiente; espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais importantes com objetivos de conservação e limites definidos, são controladas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), compondo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), instituído pela Lei No. 9.985 de 2000. Urbanização: processo em que uma localidade ou região deixa de ter características rurais e passa a ter características urbanas. Variedades Crioulas: são recursos genéticos vegetais utilizados para alimentação e agricultura, mantidas por um contínuo processo de conservação realizado por agricultores (conservação genética on farm). Apresentam alta diversidade genética (genotípica e fenotípica) e interface entre os tipos silvestres e domesticados. Por variedade crioula entende-se aquela variedade local, ou regional, de domínio de povos indígenas, comunidades locais ou quilombolas ou agricultores familiares, composta de genótipos com ampla diversidade genética, adaptados a habitats específicos, como resultado de seleção natural combinada com a pressão da seleção humana no ambiente local. As variedades crioulas, também chamadas de variedades locais (landraces), ou popularmente conhecidas por sementes crioulas, constituem um dos componentes da agrobiodiversidade.
Quarta, 09 Maio 2012 20:48

Polinizadores - 1ª Reunião

1ª Reunião de Consulta Nacional da Iniciativa Brasileira de Polinizadores Carta-convite Ficha de Inscrição   Confira programação: Programação 09:00 Cerimônia de Abertura 09:30 Palestra: A Produção de Alimentos e a Crise da Polinização. 09:55 Palestra: A Biodiversidade e a Polinização. 10:20 A Iniciativa Internacional de Polinizadores. 10:45 A Iniciativa Brasileira de Polinizadores. 11:10 Coffee Break 11:30 Apresentação do Projeto FAO sobre Polinizadores e Critérios e passos para o estabelecimento de parcerias. 12:00 Portaria interministerial para instituição do Comitê de Assessoramento Nacional da fase do PDF ¿ B do Projeto FAO: ¿Conservação e Manejo de Polinizadores para Agricultura Sustentável através de uma Abordagem Ecossistêmica¿. 12:30 Almoço 14:30 Apresentação da Carteira de Projetos de Manejo de Polinizadores do PROBIO. 15:00 Mesa Redonda: Apresentação de estudos de casos de manejo de polinização em culturas de importância agrícola. 16:00 Coffee Break 16:30 Discussão sobre demandas e possibilidades de parceiras em projetos com polinizadores no âmbito do Projeto FAO: ¿Conservação e Manejo de Polinizadores para Agricultura Sustentável através de uma Abordagem Ecossistêmica¿. 17:30 Considerações finais e cerimônia de encerramento
O subprojeto Avaliação e Ações Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica e dos Campos Sulinos teve a coordenação da Conservation International do Brasil e o apoio das seguintes instituições: Fundação SOS Mata Atlântica, Fundação Biodiversitas, Instituto de Pesquisas Ecológicas, Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, SEMAD e Instituto Estadual de Florestas  MG.  O workshop de Mata Atlântica e Campos Sulinos foi realizado em Atibaia, SP, entre os dias 10 e 14 de agosto de 1999. Na primeira etapa do workshop, mais de 250 participantes formaram grupos temáticos para discutir as áreas prioritárias dentro de sua especialidade (flora; invertebrados; répteis e anfíbios; aves; mamíferos; peixes; fatores abióticos; pressão antrópica; planejamento regional; áreas protegidas; estratégias de conservação; e educação ambiental). Na segunda etapa, as propostas foram integradas no âmbito dos grupos multidisciplinares, ocasião em que se procedeu à análise das prioridades para conservação, por sub-regiões biogeográficas preestabelecidas. As ecorregiões foram adotadas como unidades geográficas de análise. Por motivos operacionais, as ecorregiões foram reagrupadas em seis grupos integradores, além de um grupo integrador de políticas ambientais. A identificação das prioridades nos grupos integradores foi feita a partir da sobreposição dos mapas temáticos, de forma consensual entre os especialistas, ilustrando a importância, em termos de biodiversidade e dos principais elementos condicionantes, de decisão sobre a base territorial para as ações de conservação. Finalmente, na reunião plenária, última etapa do workshop, foram apresentados os trabalhos-sínteses, discutidas as estratégias de conservação fundamentadas nas experiências regionais e o mapa geral de prioridades. Foram identificadas 182 áreas prioritárias para a conservação da Mata Atlântica e Campos Sulinos distribuídas em quatro categorias de importância biológica: 99 de extrema importância biológica; 35 de muito alta importância biológica; 26 de alta importância biológica e; 22 áreas insuficientemente conhecidas mas de provável importância biológica. Aproximadamente 30% da Mata Atlântica foi coberta por áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade, sendo a maioria (55%) destas indicadas como de extrema importância biológica. Das dezessete áreas prioritárias com maior sobreposição de indicações dos grupos temáticos, doze estão na Região Nordeste, confirmando informações anteriores que indicavam a grande riqueza de espécies e endemismos de algumas localidades nesta região, como o estudo da CEPLAC e Jardim Botânico de Nova York, que registraram, ao norte de Ilhéus, BA, um dos maiores índices de diversidade de plantas lenhosas no mundo. Esse subprojeto também reforça e mantém os resultados do Workshop Prioridades para Conservação da Mata Atlântica do Nordeste, realizado em 1993, em Recife, PE. A valorização da Serra do Mar como área de extrema importância biológica, em quase toda sua extensão, mostra a relevância de se conservar o maior trecho contínuo de Mata Atlântica e com alto nível de integridade ambiental. Da Serra da Bocaina entre São e Rio de Janeiro, até a região de Aparados da Serra entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, existem evidências da ocorrência de várias espécies endêmicas e grande riqueza biótica. Os estudos temáticos dos componentes bióticos do subprojeto indicam ainda enorme lacuna de conhecimento sobre a biodiversidade da Mata Atlântica e Campos Sulinos. Umas das ações mais recomendadas em todo o processo desse subprojeto foi a criação de mecanismos financeiros e a capacitação de pessoal para viabilizar a realização de inventários biológicos e mais pesquisas sobre a fauna e flora desses biomas. O fortalecimento do sistema de áreas protegidas, especialmente a criação de unidades de conservação de proteção integral, foram uma das principais recomendações do Workshop, confirmando a importância desse instrumento para a conservação de biodiversidade.  Clique aqui para acessar os resultados integrais deste projeto Clique aqui para mais informações sobre o Bioma Mata Atlântica e Pampas
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