A sigla para Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal, vai além de desmatamento evitado e recuperação de florestas: o sinal + inclui “o papel da conservação, do manejo sustentável e do aumento de estoques de carbono nas florestas”.
REDD+ é uma estratégia em discussão na Convenção Quadro de Mudanças Climáticas que oferece incentivos (compensações) para os países em desenvolvimento reduzirem emissões de gases que provocam o efeito estufa provenientes de florestas e investirem em desenvolvimento sustentável e práticas de baixo carbono para o uso da terra.
O financiamento virá de países desenvolvidos, dentro da lógica de responsabilidades diferenciadas que rege a Convenção do Clima.
Apesar de ainda não fazer parte do atual acordo (Protocolo de Quioto), REDD+ deve entrar no próximo, previsto para entrar em vigor em 2020. E deve ser o primeiro mecanismo de mitigação (redução) de emissões proposto pelos países em desenvolvimento a integrar a Convenção.
Floresta em pé
REDD+ será o primeiro mecanismo global a reconhecer o valor das florestas fora do mercado, ou seja, a contribuição das florestas em mitigar mudanças climáticas através do sequestro de carbono.
Além da fotossíntese, que captura o gás carbônico (CO2) da atmosfera, as plantas e árvores ajudam a fixar o carbono no solo. Quando são derrubadas, este carbono no subsolo é liberado.
Portanto, REDD+ compensaria países em desenvolvimento por emissões evitadas por aumento do estoque de carbono.
Cerca de 15% das emissões de gases que provocam o efeito estufa são originadas de desmatamentos e queimadas, o que demonstra o peso que estas reduções de emissões podem ter.
Mas a importância das florestas não para aí. Elas têm papel essencial no equilíbrio do clima e prestam serviços ambientais importantes, como a proteção de bacias, regulação do fluxo hídrico, manutenção da biodiversidade e geração de chuvas.
Apesar das dificuldades de consenso em questões como financiamento, níveis de referência, verificação, monitoramento e registro de emissões evitadas, mais de 40 países, incluindo o Brasil, estão trabalhando com iniciativas de REDD+ e dois grandes programas, o UN REDD, das Nações Unidas e a Parceria de Carbono Florestal (FCPF) do Banco Mundial, auxiliam países em desenvolvimento na implantação e condução de atividades de REDD+.