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Prefeitura de São Paulo elabora plano de resíduos sólidos com coleta seletiva



Projeto traça metas de reciclagem para os próximos 20 anos na capital, que terá quatro centrais mecanizadas de triagem.

 A prefeitura de São Paulo ampliará em mais de cinco vezes a coletiva seletiva de resíduos secos até 2016 na cidade, da construção de quatro centrais mecanizadas de triagem. As ações foram divulgadas pela administração municipal nesta quarta-feira (2), no lançamento do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Cidade de São Paulo (PGIRS). O documento foi elaborado com entidades e cooperativas e estabelece as diretrizes para as políticas públicas nos próximos 20 anos na área.

O prefeito Fernando Haddad indica que o plano organiza uma das questões ambientais na cidade. "Nós vamos ser a primeira cidade do Brasil e da América Latina a ter as primeiras duas centrais de triagem mecanizadas. Cada central tem capacidade para 2,5% de todo o resíduo sólido produzido na cidade de São Paulo. Isto significa que nós vamos este ano ainda superar o 6% de capacidade de coleta seletiva", afirmou.

Cada uma das centrais receberá das empresas concessionárias investimentos de R$ 35 milhões e processará 250 toneladas diárias de resíduos recicláveis, o que possibilitará ao município triplicar sua capacidade de processamento, chegando a 750 toneladas por dia. As duas primeiras devem entrar em operação ainda no primeiro semestre deste ano.

Plano

O plano estabelece como objetivo de longo prazo reduzir ao máximo os rejeitos, que são os materiais que não recebem destinação de reutilização ou de Reciclagem na metrópole. O documento apresentado nesta quinta traz metas para a coleta seletiva domiciliar, para o manejo de resíduos secos e orgânicos, e para os restos da construção civil, além do lixo produzido por escolas, feiras, sacolões e mercados. Prevê ações de compostagem, deReciclagem solidária e de Educação Ambiental. São também discutidas ações de logística reversa, que é a comercialização de créditos de Reciclagem para empresas privadas, em procedimento similar à venda de créditos de carbono.

O Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Ney Maranhão, aponta o tom colaborativo do plano, que terá suporte e parceria de cooperativas da cidade, "O plano fortalece a Lei Nacional de Resíduos Sólidos e mostra que é possível fazer leis de maneira completa e participativa", afirma.

Cooperativas

A medida de ampliação da coleta seletiva pretende, ainda segundo a prefeitura, valorizar as cooperativas de Reciclagem. A administração abrirá espaço para parceria com novas cooperativas e vai remunerar os serviços em troca de um valor fixo de referência. Segundo o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro, atualmente a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana tem cadastradas 22 dessas cooperativas e associações de catadores.

 

DCI Online
03/04/2014



 


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