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A Voz do Brasil - 07/02/2014 

 

Apresentadora Kátia Sartório: Brasil começa o ano com 0,55% de inflação, menor índice para o mês de janeiro, desde 2009.

Apresentador Luciano Seixas: Dois mil e treze registra o menor número de queimadas em mais de uma década.

Kátia: Leiloadas as linhas de transmissão da usina de Belo Monte, que vão transmitir energia para a região Sudeste.

Luciano: Sextafeira, 7 de fevereiro de 2014.

Kátia: Está no ar a sua voz.

Luciano: A nossa voz.

Kátia: A Voz do Brasil.

Luciano: Boa noite! Aqui, no estúdio da Voz do Brasil, na EBC Serviços, eu, Luciano Seixas, e Kátia Sartório.

Kátia: Olá, boa noite! Quer conhecer os bastidores da Voz do Brasil do Poder Executivo? Estamos também ao vivo, em vídeo, pela internet.

Luciano: Acesse agora www.ebcservicos.com.br/avozdobrasil.

Kátia: A inflação de janeiro foi de 0,55%. Esse índice é o menor para o mês, nos últimos cinco anos.

Luciano: O índice é o menor do que divulgado em dezembro do ano passado, que foi de 0,92%.

Kátia: O principal grupo responsável pela queda da taxa foi o de transporte. Os dados foram revelados hoje, pelo IBGE.

Repórter Paulo La Salvia: Dos nove setores pesquisados, cinco registraram variação menor do que o IPCA de janeiro. Foram eles artigos de residência, comunicação, saúde e cuidados especiais, vestuário e transportes. É o que explica a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes.

Coordenadora de Índices de Preços do IBGE - Eulina Nunes: O IPCA de janeiro foi influenciado basicamente pela reversão do grupo transportes, despesa importante no orçamento das famílias. E, quando a gasolina elevou em dezembro, refletindo e reajuste concedido, janeiro mostrou variação bem mais moderada. Passagens aéreas também tiveram influência.

Repórter Paulo La Salvia: Pela primeira vez, desde 1980, quando começou a ser calculado o IPCA inclui na pesquisa a região metropolitana de Vitória, no Espírito Santo, e o município de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Com a nova metodologia, 13 capitais passam a compor o índice. Para o economista da Universidade de Brasília, José Matias Pereira, quanto maior a dimensão do estudo, mais preciso é o resultado.

Economista da Universidade de Brasília - José Matias Pereira: O ideal para o Brasil é continuar nessa caminhada, para que a gente efetivamente possa ter um índice da inflação que reflita toda a economia de uma maneira bastante próxima da realidade.

Repórter Paulo La Salvia: De acordo com o IBGE, a produção industrial no ano passado aumentou 1,2% em relação a 2012. Dos 14 locais pesquisados, 11 apresentaram crescimento. O maior destaque foi no Rio Grande do Sul, onde a indústria teve uma elevação de 6,8% sobre 2012. Reportagem: Paulo la Salvia.

Luciano: O Consórcio IE Belo Monte, formado por uma empresa chinesa e as brasileiras Eletrobras e Furnas, venceu hoje o leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica, Aneel, para construir uma linha de transmissão e duas subestações que vão ligar a usina no Pará à região Sudeste.

Kátia: Para esse leilão, o governo brasileiro tinha estipulado um teto de cerca de R$ 700 milhões, mas a proposta vencedora apresentou um valor 38% menor. De São Paulo, o repórter Leonardo Meira traz os detalhes.

Repórter Leonardo Meira: O lote leiloado vai levar energia da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, para centros consumidores do Sudeste. O consórcio vencedor IE Belo Monte arrematou o lote, ao propor receita anual de mais de R$ 434 milhões, valor 38% menor que o estabelecido pelo governo. Essa diferença, conhecida como deságio, deve gerar economia ao consumidor, como destaca um dos diretores da Aneel, André Pepitone da Nóbrega.

Diretor da Aneel - André Pepitone da Nóbrega: A sociedade brasileira, o consumidor de energia vai contar com um bloco importante de energia limpa e renovável e com um preço, buscando remuneração justa para os investidores e um preço adequado para permitir a segurança e a qualidade dos serviços para os consumidores.

Repórter Leonardo Meira: As obras incluem a construção de uma linha de transmissão e duas subestações. O trajeto de 2100 quilômetros vai cortar 78 municípios nos estados de Tocantins, Goiás, Pará e Minas Gerais. A linha de transmissão deve iniciar as operações cerca de três anos e meio após a assinatura dos contratos. Nesse período, os investimentos vão ser de R$ 5 bilhões, e a expectativa é que sejam criados 15 mil empregos diretos. O BNDES vai financiar mais da metade das obras e, pela primeira vez, o país vai construir uma linha de transmissão de 800 kV, com corrente contínua, o que permite menor perda de energia durante o transporte. Segundo o presidente da Eletrobras, José da Costa, a tecnologia ainda é inédita na América Latina.

Presidente da Eletrobras - José da Costa: Linhas de 800 kV, no mundo, nós temos hoje, eu acho, em operação só na China. Quer dizer, uma coisa que muito orgulha o Brasil de termos, então, essa fronteira da tecnologia. Mas um ponto que é muito importante também é que todos os equipamentos que vão ser usados, que já são fabricados no Brasil, nós vamos comprar da indústria brasileira, e aqueles que ainda não são vão ter mais de 60% de grau de nacionalização.

Repórter Leonardo Meira: A Usina de Belo Monte é a quarta maior obra do PAC, com investimento de quase R$ 26 bilhões e vai ser a terceira maior hidrelétrica do mundo, atrás apenas de Itaipu e Três Gargantas, na China. Até o final do ano, estão previstos mais sete leilões da Aneel. Reportagem: Leonardo Meira.

Luciano: O Brasil registrou no ano passado o menor índice de focos de incêndio desde o ano 2000.

Kátia: Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Sociais, Inpe, que detectou, em 2013, 115 mil pontos de calor nos satélites. Foram quase 79 mil focos a menos do que em 2012.

Luciano: Os focos de calor detectados por satélites podem indicar um incêndio ou queimada na mata.

Kátia: O repórter Ricardo Carandina está ao vivo, aqui, com a gente, no estúdio da Voz do Brasil, e tem mais detalhes. Boa noite, Carandina. O que contribuiu para essa queda nos focos de incêndio?

Repórter Ricardo Carandina: Olá, Kátia, boa noite; boa noite, Luciano; boa noite, ouvintes. Bem, Kátia, são vários fatores, mas o principal é o clima. Em períodos menos chuvosos, acontecem menos incêndios. Agora, o trabalho de prevenção e combate de órgãos como o Ibama e o ICMBio também é fundamental para ajudar a reduzir a ocorrência de incêndio nas matas. Quem explicou isso para a gente foi o Christian Berlinck, que é coordenador de Emergências Ambientais do ICMBio, um órgão do Ministério do Meio Ambiente.

Coordenador de Emergências Ambientais do ICMBio - Christian Berlinck: Aliado ao fator climático, a estrutura que os órgãos federais têm montado ao longo do ano, com presença institucional, que envolve tanto a questão de fiscalização quanto a questão de monitoramento por parte dos brigadistas, com o combate, tem reduzido, sim, a quantidade de focos de calor e de área atingida por incêndio.

Repórter Ricardo Carandina: Bem, este ano, começou com mais calor e com menos chuvas do que o habitual. Por isso, o Ministério do Meio Ambiente está se preparando para intensificar justamente o trabalho de prevenção e combate a incêndios. A ministra Izabella Teixeira explica que medidas estão sendo tomadas.

Ministra do Meio Ambiente – Izabella Teixeira: Já autorizei a contratação de novas brigadas em vários estados no Brasil para exatamente prevenir mais ainda qualquer situação em função do inverno que se aproxima. Então, nós já vamos contratar esses brigadistas para poder fazer esse processo que é antecipatório, de prevenir, fazer os... fazer os apelos. Então, já foram assinadas as portarias essa semana, agora, e eu espero que a gente já esteja em campo, a partir de março, com todas as ações preventivas para que 2014 seja melhor que 2012, na redação do número de queimadas.

Repórter Ricardo Carandina: Bem, Kátia, esse número de cento e mil quinze focos de calor detectados no ano de 2013 é o menor desde o ano 2000, e outras informações sobre esse trabalho de prevenção e combate a incêndios estão no site do MMA, o www.mma.gov.br, Kátia.

Kátia: Obrigada, Ricardo Carandina, pela participação ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

Luciano: E, ainda, sobre meio ambiente, Kátia, foi lançado hoje, em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, um programa para tornar mais eficiente o uso de carvão vegetal nas indústrias siderúrgicas mineiras.

Kátia: A ideia é usar a tecnologia para reduzir a emissão de gases poluentes e produzir mais carvão com menos árvore.

Repórter João Pedro Neto: São cerca de R$ 100 milhões para projetos de indústrias siderúrgicas que usam carvão vegetal nos processos de produção de ferro e aço. O carvão vegetal é uma fonte de energia renovável que emite menos gases poluentes para a atmosfera, na comparação com o carvão mineral. A ideia é reduzir as emissões de gases de efeito estufa, produzindo carvão vegetal de forma mais eficiente, como explica a Ministra do meio ambiente, Izabella Teixeira.

Ministra do Meio Ambiente - Izabella Teixeira: Hoje, uma árvore plantada gera... 25% dela gera carvão vegetal. A ideia é ir para o oposto. É aumentar a produção de carvão vegetal por unidade de árvore plantada, com isso diminuindo a necessidade de florestas... a quantidade, e reduzindo as emissões de carbono associadas a esse processo.

Repórter João Pedro Neto: Os recursos são do Fundo Mundial do Meio Ambiente, do Fundo Clima, do Ministério do Meio Ambiente e do setor produtivo de Minas Gerais. A ideia é aplicar a experiência mineira em outros estados que tenham indústrias siderúrgicas que usem o carvão vegetal. Reportagem: João Pedro Neto.

Kátia: Sete e dez, no horário brasileiro de verão.

Luciano: Alunos bolsistas de universidades que foram descredenciadas pelo Ministério da Educação vão ter assegurado o direito de estudar em outras instituições do Ensino Superior por meio do Programa Universidade para Todos, ProUni.

Kátia: A portaria, publicada hoje no Diário Oficial da União, estabelece ainda que as instituições que receberem os estudantes devem distribuir bolsas semelhantes as da antiga instituição, integrais ou parciais, e que os alunos devem atender aos requisitos socioeconômicos do programa.

Luciano: E 155 instituições de Educação Infantil vão receber do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, o FNDE, recursos para a manutenção e desenvolvimento das entidades.

Kátia: O repasse varia de acordo com o tamanho e o número de pessoas atendidas pela instituição. Em Goiás, por exemplo, uma creche com 15 crianças vai receber R$ 16 mil.

Luciano: Já no Piauí, uma creche com mais de 6 mil crianças vai ter um repasse de R$ 5 milhões.

Kátia: Todas as instituições beneficiadas são públicas ou têm convênios com o Poder Público e atendem beneficiários do Programa BolsaFamília, com idades entre 0 e 4 anos.

Luciano: A lista com os municípios contemplados está no Diário Oficial da União de hoje.

Kátia: Hoje, no Participe, onde a gente divulga iniciativas que abrem espaço para a contribuição cidadã, alternativas para prevenir desastres naturais que estão sendo debatidas em conferências municipais, estaduais e nacional.
Luciano: São as conferências livres, espaços que podem ser organizados pelos cidadãos. E as ideias que saírem dessas discussões vão para a Conferência Nacional, em maio desse ano, e podem ser transformadas em políticas públicas.

Repórter Isabela Azevedo: As conferências livres sobre prevenção de desastres naturais podem ser convocadas tanto pelos governos locais quanto pelos cidadãos. O evento é uma oportunidade de destacar as características e as demandas específicas de cada localidade, já que o Brasil tem regiões de fortes chuvas e longos períodos de seca. É o que lembra o diretor do Departamento de Minimização de Desastres Naturais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, Armin Braun.

Diretor do Departamento de Minimização de Desastres Naturais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil - Armin Braun: Bom, a gente sabe que o desastre, ele acontece no município, e as pessoas, a população do município é que é fortemente afetada. O processo conferenciado permite a gente escutar de dentro do município, que tem, além da população que sofre com isso, é quem administra a defesa civil do município, que é a defesa civil, dentro de um contexto do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, é a organização mais importante, para escutar o que precisa ser melhorado a nível de defesa civil no Brasil desde o município. Então, o município, ele fomenta uma discussão, ele cria a sua conferência, ele chama a sua conferência, chama a sociedade para participar, discute em conjunto o que precisa ser mudado para se melhorar, para se ter mais prevenção no Brasil, e, a partir daí, isso é discutido em etapa estadual e chega numa etapa nacional.

Repórter Isabela Azevedo: Os debates promovidos pelas conferências livres sobre prevenção de desastres naturais podem ser levados para as conferências municipais, que são organizadas pelas prefeituras. Já as ideias originadas nos municípios são debatidas nas conferências estaduais, que, por sua vez, enviam suas conclusões para a Conferência Nacional de Defesa Civil. A cidade de São Paulo está organizando pela segunda vez uma conferência municipal sobre o tema. O coronel Jair Paca de Lima, coordenador-geral de Defesa Civil do município, revela as contribuições da capital paulista para a formulação de políticas nacionais sobre prevenção de desastres.

Coordenador-geral de Defesa Civil do município - Coronel Jair Paca de Lima: A cidade de São Paulo é um verdadeiro laboratório. Aqui nós temos enchentes, temos escorregamentos, temos ocorrências com produtos perigosos, com acidentes de trânsito, metrô, aviação, queda de avião. Então, aqui nós servimos como um laboratório para todo o Brasil e para todo o mundo, inclusive.

Repórter Isabela Azevedo: A Segunda Conferência Nacional de Desastres Naturais vai ocorrer em Brasília, dos dias 27 a 30 de maio. Reportagem: Isabela Azevedo.

Kátia: O prazo para organizar as conferências livres vai até o dia 31 de março.

Luciano: Informação sobre como enviar propostas das conferências livres para a etapa nacional em www.integracao.gov.br.

Kátia: O Programa Saúde Não Tem Preço beneficiou, em três anos, 18 milhões de pessoas que têm diabetes e pressão alta e que recebem de graça medicamentos para essas doenças.

Luciano: E, desde junho de 2012, 1,2 milhão de pessoas também recebem, de graça, remédios para asma.

Repórter Ana Gabriela Salles: Hipertensão, diabetes e asma. A dona de casa Elba Lemos Cunha, de 74 anos, sofre dessas três doenças crônicas, que precisam de tratamento contínuo. Por mês, ela conta que gastaria mais de R$ 500,00 em medicamentos, mas, depois de ficar viúva, recorreu ao Programa Saúde Não Tem Preço, para obter os remédios de graça, em Brasília.

Dona de casa - Elba Lemos Cunha: Ajuda muito no orçamento, entendeu?

Repórter Ana Gabriela Salles: Em Fortaleza, no Ceará, a pensionista Lilian de Queiroz também pega, todo mês, remédios de graça para diabetes e hipertensão do irmão e da mãe. Ela ressalta que o programa facilita o acesso de todos os tratamentos.

Pensionista - Lilian de Queiroz: Porque o pobre, eles não têm o dinheiro para comprar, e... segurança de que eles, todo final de mês, todo dia, tal, ele tem um canto para pegar a medicação dele, ele já está... Que vai que vai... Tem aquela coisa certa, né?

Repórter Ana Gabriela Salles: O programa beneficiou, em três anos de existência, 18 milhões de pessoas com diabetes e pressão alta. E, desde junho de 2012, 1,2 milhão de pessoas, a maioria crianças e jovens, também estão sendo atendidas com remédios gratuitos para asma, o que gerou uma redução de 36 mil internações no SUS, o Sistema Único de Saúde, de pacientes vítimas da doença. O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, comenta o resultado.

Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde - Carlos Gadelha: É óbvio que isso está relacionado a todo o estabelecimento das redes de atenção à saúde, das unidades básicas; são mais 40 mil unidades. Ou seja, isso está inserido em todo o contexto. Não posso dizer para você que é o medicamento apenas, mas, certamente, é um fator decisivo e acabou trazendo economia para os cofres públicos. Trinta e seis mil internações seriam muito mais caras do que o medicamento que a gente está ofertando.

Repórter Ana Gabriela Salles: Pelo programa, a população também tem acesso a outros medicamentos, com até 90% de desconto. São remédios para controle do colesterol, glaucoma, rinite alérgica, osteoporose, Doença de Parkinson, além de anticoncepcionais e fraldas geriátricas. Atualmente, 4 mil cidades já têm a cobertura do Programa Saúde Não Tem Preço. São cerca de 30 mil estabelecimentos no país. Para ter acesso aos remédios de graça, basta procurar o selo do ‘Aqui tem Farmácia Popular’, apresentar um documento de identidade, o CPF e, claro, não esquecer da receita médica, que tem validade de 120 dias. Todas as informações do paciente são armazenadas no sistema informatizado do programa, evitando fraudes. O gerente de uma drogaria em Brasília, Sebastião Liberal, conta que o movimento aumentou depois que entrou na rede da Farmácia Popular. Ele diz que orientar o cliente sobre o programa é fundamental.

Gerente de drogaria - Sebastião Liberal: Aqui eu oriento todos os funcionários da gente. Chegou com o produto, é da receita popular, passa na receita popular. Se a pessoa não tiver receita, procurar se ele tem a receita, porque ele vai ter custo zero para ele da próxima vez.

Repórter Ana Gabriela Salles: O investimento no Programa Saúde Não Tem Preço, previsto para este ano, segundo o Ministério da Saúde, é de R$ 2,6 bilhões. Reportagem: Ana Gabriela Salles.

Luciano: Sete e dezoito, no horário brasileiro de verão.

Kátia: No ano passado, a Caixa Econômica Federal disponibilizou quase R$ 135 bilhões para a compra da casa própria.

Luciano: Foram mais de 1,9 milhão de contratos de financiamento. Novecentos mil são do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Repórter Isabela Azevedo: A quantia contratada pela Caixa Econômica Federal ultrapassou a meta estabelecida para 2013 e superou a média dos anos anteriores. Nos últimos três anos, foram mais de R$ 300 bilhões em crédito para a compra de moradias. Parte desses financiamentos atendeu ao Minha Casa, Minha Vida. Desde a criação do programa, em 2009, 3,24 milhões de contratos foram fechados com a Caixa. Desse total, mais de 1,5 milhão de casas foram entregues. De acordo com o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, 53% das unidades beneficiaram famílias que ganham até R$1.600,00 por mês.

Ministro das Cidades – Aguinaldo Ribeiro: Isso tem um reflexo muito positivo do ponto de vista econômico, porque, primeiro, é da inserção dessas pessoas na sociedade. Essas pessoas tendo acesso ao credito, essas pessoas podendo ter um novo patamar de vida, nós também ajudando a reduzir o déficit habitacional no país e fazendo casa para quem precisa, que é exatamente o foco do Minha Casa, Minha Vida.

Repórter Isabela Azevedo: Daniela Lima, que mora na Cidade Ocidental, em Goiás, faz parte desse grupo. A dona de casa, de 37 anos, pagava R$ 600,00 de aluguel e, hoje, paga R$200,00 a menos na prestação do próprio imóvel.

Dona de casa - Daniela Lima: Deu uma sensação de que eu estou realizada, porque a gente acaba que trabalha justamente para isso. Eu não preciso me preocupar do dono dizer: “Eu quero minha casa”, né? O dono da casa sempre faz isso. Quando menos espera, ele pede a casa que você está morando, ele vem e aumenta o valor do aluguel. Aí, se você não pode, tem que procurar outra, da noite para o dia. Agora eu não tenho mais esse problema, não.

Repórter Isabela Azevedo: Famílias que recebem até R$1.600,00 por mês e estejam interessadas no Minha Casa, Minha Vida devem ir até a prefeitura e se inscrever na seleção do Programa. A prestação do imóvel corresponde a 5% da renda familiar. Já quem ganha até R$ 3.275,00 deve procurar diretamente as construtoras. Reportagem: Isabela Azevedo.

Kátia: Jovens de várias partes do país estão reunidos até amanhã, aqui em Brasília, com um objetivo: estudas matemática.

Repórter Leandro Alarcon: São 24 estudantes, ente 13 e 17 anos. Cada um deles já foi medalhista em uma Olimpíada Brasileira da Matemática. Agora, estão reunidos para trocar informações e ter aulas avançadas da matéria. Mas não basta ganhar uma medalha na Olimpíada da Matemática para ter direito de participar do Programa de Preparação Especial para Competições Internacionais do Impa. Os estudantes que chegam até esse encontro passam também por um rigoroso processo de seleção. Apesar disso, ninguém reclama de ter que estudar. Pelo contrário, os vencedores da Olimpíada da Matemática ganham vaga em um programa de iniciação científica, que, segundo o estudante de Fortaleza, Vitor Porto, de 15 anos, é a partir desse momento que a paixão por matemática fica ainda maior.

Estudante - Vitor Porto: Fiz Obmep, consegui medalha de ouro e comecei a fazer o Programa de Iniciação Científica Júnior, que é um programa oferecido para os medalhistas da Obmep. Lá eu comecei a, realmente, não só ter facilidade em matemática, como gostar de estudar matemática, mais do qualquer outra coisa.

Repórter Leandro Alarcon: Durante o ano, outros cinco encontros entre os estudantes vencedores da Olimpíada de Matemática devem acontecer aqui em Brasília, todos eles organizados pelo Impa, o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada. Reportagem: Leandro Alarcon.

Luciano: Até o dia 31 de maio está proibida a pesca da lagosta das espécies vermelha e cabo-verde.

Kátia: E os filhotes dessas espécies são protegidos durante todo o ano pela proibição da captura, que não pode ser feita a menos de quatro milhas náuticas da costa, na área entre a fronteira da Guiana Francesa e o Brasil, e a divisa do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.

Luciano: Para proteger os estoques e minimizar os impactos ambientais, a atividade não é admitida por meio de mergulho de qualquer natureza, nem com o uso de marambaia e nem redes de espera de fundo, do tipo caçoeira.

Kátia: Felipe Coutinho, mergulhador profissional da Federação de Pesca do Rio de Janeiro, apoia o defeso da lagosta.

Mergulhador profissional da Federação de Pesca do Rio de Janeiro - Felipe Coutinho: Eu acho fundamental o defeso das lagostas porque, no passado, não havia esse tipo de proteção e as lagostas sofreram muito com isso. Hoje a maioria respeita, a maioria respeita. Eu acho que mais os pescadores respeitam, porque os pescadores estão todo dia no mar, e eles, mais do que ninguém, vivem daquilo ali, precisam daquilo ali. Então, são as pessoas que protegem o mar, que estão aí, olhando. É fundamental que os governantes continuem fazendo essa proteção, pois acho que assim vai permanecer, vai fazer com que aumente o número de exemplares espécimes na nossa costa.

Luciano: Prorrogado o pagamento do Simples Nacional no município de Colatina, no Espírito Santo.

Kátia: A decisão do comitê gestor do Simples Nacional foi publicada hoje, no Diário Oficial da União.

Luciano: Os pagamentos que teriam vencimento agendado para os meses de janeiro, fevereiro e março vão ser realizados no último dia útil dos meses de julho, agosto e setembro desse ano.

Kátia: Em dezembro de 2013, a cidade de Colatina foi atingida por fortes chuvas que inutilizaram a infraestrutura básica da cidade. E, em janeiro, a Gerência Regional do Trabalho suspendeu o atendimento aos cidadãos.

Luciano: Você ouviu hoje, na Voz do Brasil.

Kátia: Brasil começa o ano com 0,55% de inflação, menor índice para o mês de janeiro, desde 2009.

Luciano: Dois mil e treze registra o menor número de queimadas em mais de uma década.

Kátia: Leiloadas as linhas de transmissão da usina de Belo Monte, que vão transmitir energia para a região Sudeste.

Luciano: Esse foi o noticiário do Poder Executivo, uma produção da equipe de Jornalismo da EBC Serviços.

Kátia: Siga a Voz do Brasil no Twitter: twitter.com/avozdobrasil.

Luciano: Quer saber mais sobre os serviços e informações do governo federal? Acesse www.brasil.gov.br. Voltamos na segunda-feira. Boa noite. Bom fim de semana.

Kátia: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite a todos, um bom fim de semana e até segunda.

Veículo: Rádio A Voz do Brasil
Data: 07/02/2014
Tema: Ministério do Meio Ambiente


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