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Bruno Pagnoccheschi e a água doce do planeta

Tenho me utilizado desta coluna para chamar atenção sobre o importante papel de algumas pessoas na área demeio ambiente.
 
Estas têm se dedicado a determinadas causas com resultados muito objetivos e concretos. No campo da Biodiversidade, Carlos Joly, diretor do Painel Multidisciplinar de Especialistas do IPBES— Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos; e José Pedro de Oliveira Costa, um dos grandes responsáveis pela conservação da Mata Atlântica e outros Biomas, mediante a criação de muitas áreas protegidas.

Hoje vou falar de Bruno Pagnoccheschi, que tem se destacado nas últimas décadas no desenho e fortalecimento institucional do setor público na área de Meio Ambiente. Bem como na esfera da sociedade civil. Entretanto, a maior contribuição de Bruno nos últimos anos diz respeito a um dos temas mais importantes e desafiadores da Humanidade: água doce.

Recursos Hídricos são tratados no capítulo 18 da Agenda 21, sendo esta última um dos grandes resultados da Conferência do Rio de 1992. À época, a idéia consistia em elencar, em vários capítulos, os temas mais relevantes para que até o início do novo século houvesse a possibilidade de se implantar um modelo de Desenvolvimento Sustentável no planeta. O que explica seu nome. De 1992 para cá, três temas adquiriram grande relevância: mudança do Clima, Biodiversidade e água. Os dois primeiros estão tratados por convenções e protocolos internacionais, sendo que, inegavelmente, o Aquecimento Global adquiriu um peso fundamental em nosso futuro, em grande parte pelo fato de que estamos enfrentando o relógio no que tange à tomada de decisão. Resta nos poucos anos para que possamos reduzir o lançamento de gases efeito estufa na atmosfera, caso queiramos estabelecer um aumento de temperatura média do planeta em 2ÚC. Em relação à Biodiversidade, apenas recentemente foi criado o IPBES, com papel semelhante ao do IPCC: articulação do conhecimento científico em escala mundial sobre a matéria. Com objetivo de influenciar os tomadores de decisão públicos e privados. Porém, quando se trata de água ainda há necessidade de pensarmos como tratar o assunto. De um lado, há um consenso de que devemos reconhecer o direito à água como integrante dos direitos humanos. Mas no que tange a um eventual marco regulatório internacional sobre a matéria, sobra muita controvérsia. O Brasil é um país com uma condição muito privilegiada neste assunto pelo fato de sermos o portador da maior bacia hidrográfica do planeta e termos grande disponibilidade de água doce. Ainda que em muitas regiões do país já se constate escassez e cenários de disputa pelo recurso. Possuímos uma Política Nacional de Recursos Hídricos. Além disso, a ANA — Agência Nacional de Águas, cuja criação simboliza a importância que se quer conferir à gestão de água no país, colocando-a em pé de igualdade com petróleo, telecomunicações e energia elétrica. Em todo esse processo, há a impressão digital marcante de Bruno, que inegavelmente tem sido um dos grandes pilares na construção de políticas públicas nacionais e internacionais na gestão da água doce do planeta. Seu nome é uma unanimidade suprapartidária em toda a comunidade que se preocupa com o tema, de modo que sua trajetória é um exemplo a ser seguido por todos nós.

Bruno Pagnoccheschi tem sido um dos grandes pilares na construção de políticas públicas nacionais e internacionais na gestão da água doce do planeta.

Veículo: Brasil Econômico
Data:30/01/2014
Tema: Agência Nacional de Águas


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