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O OTIMISMO DE BILL GATES

Fundador da Microsoft prevê que nos próximos 20 anos milhões de pessoas vão sair da situação de pobreza extrema. Ele celebra a possibilidade, mas esquece de falar sobre desigualdade

A previsão está registrada, faz parte da carta anual divulgada na semana passada pela Fundação Bill & Melinda Gates: “em 2035 quase não existirão países pobres no mundo”. Na mensagem, o fundador da Microsoft tenta desmistificar três ideias ligadas à economia dos países: a de que os pobres estão destinados a continuar sendo pobres, as ajudas externas são um desperdício e salvar vidas gera superpopulação. Bill afirma que a maior parte dos países do mundo está num nível que ele classifica como de “rendimento baixo-médio”. No entanto, nos próximos 20 anos, eles aprenderiam com os seus vizinhos mais produtivos e se beneficiariam de inovações como vacinas, melhores sementes e a revolução digital. “Será um acontecimento memorável. Milhões de pessoas sairão da pobreza extrema, e a ideia de que isto acontecerá no decorrer da minha vida me deixa nas nuvens”, comemorou. Não há nenhuma dúvida sobre o mérito do trabalho feito pela Fundação Gates, o empenho e o investimento que fazem para que esse cenário se torne realidade. Mas será que isso é realmente factível? Segundo o Banco Mundial, uma nação pobre tem um PIB per capita de US$ 1.035, cerca de R$ 2.500. Algo como R$ 200 por mês, por pessoa. Difícil acreditar que alguém viva com esse dinheiro, mas hoje 36 países estão nesta situação, quase todos na África e na Ásia. Alguns como o Burundi, a República Democrática do Congo e a Coreia do Norte, por razões diversas, não têm qualquer perspectiva de mudança. Mesmo em 20 ou 30 anos. Mas a questão é: Se eles alcançarem essa marca, devemos comemorar? É claro que sim. Algum é sempre melhor que nenhum. Desde que se tenha em mente que ainda viveremos num mundo com um nível imoral de desigualdade. E esse é o grande desafio. Sair de um nível baixo de desenvolvimento para um nível menos baixo ou médio é sempre mais fácil do que a etapa seguinte. Vale lembrar que PIB não é renda, não representa dinheiro no bolso. Mesmo assim, R$ 200 por mês, por pessoa, está longe de qualquer padrão que possa ser chamado de aceitável ou digno. Será preciso muito mais do que as boas ações e intenções de um dos homens mais ricos do mundo para que isso aconteça.

85 Pessoas no mundo têm um patrimônio de US$ 1,7 trilhão, que equivale aos recursos somados de 3,5 bilhões pessoas, metade dos habitantes do planeta. Os dados foram divulgados pela ONG Oxfam, na semana passada. Eles afirmam ainda que 1% das famílias são donas de quase metade (46%) das riquezas do mundo.

“A cada 20 segundos uma criança morre porque não tem acesso à água potável e ao saneamento”
Matt Damon - ATOR

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VENDE-SE ROUPA RECICLADA
Há um ano, a loja de departamento europeia H&M lançou uma campanha de recolhimento de roupas usadas. No próximo mês de fevereiro chega às lojas a primeira coleção feita a partir do material recolhido. São cinco peças clássicas de jeans produzidas com até 20% de algodão reciclado, percentual máximo que pode ser incorporado aos novos tecidos sem que a integridade seja comprometida. Foram recolhidas peças usadas em quase 50 países.

ATERRO VIRA USINA SOLAR
O aterro sanitário de Freshkills Park, em Nova York, começou a operar nos anos 50. Em 2001, quando foi fechado, acumulava 150 milhões de toneladas de lixo. Agora, a prefeitura fará uma grande restauração, construindo áreas de lazer, plantando árvores e instalando uma usina solar com 10MW de capacidade. O suficiente para atender 2 mil famílias.

Agricultura indígena
O Fundo Amazônia, que é gerido pelo BNDES, vai destinar R$ 14,9 milhões para projetos de agroecologia no estado do Amazonas. Entre eles estão ações de incentivo à agricultura indígena, revitalização do sistema de produção da borracha e o beneficiamento da castanha. As iniciativas, que começam a ser implantadas já em janeiro, vão beneficiar 41 municípios dos 62 que existem no estado. Um dos objetivos é criar pequenas agroindústrias para beneficiamento da mandioca, tradicional cultura das populações indígenas.

Um sonho possível
Cientistas ingleses garantem que a Inglaterra pode zerar as suas Emissões de gases de efeito estufa até 2030. O estudo elaborado pelo Centro de Tecnologia Alternativa não propõe nenhum retrocesso econômico ou planos mirabolantes. Eles sugerem apenas reduzir as Emissões e compensar o que não puder ser cortado. Investimentos em eficiência energética e energia renovável, principalmente a eólica, foram apontados como fundamentais para atingir a meta. Hoje, 82% das Emissões vêm do setor de energia.

As mais sustentáveis
Apenas duas companhias brasileiras continuam fazendo parte da lista das cem mais sustentáveis do planeta. O ranking, feito pela Corporate Knights, empresa canadense de informações financeiras, é encabeçado pela australiana Westpac Banking, seguida pela americana Biogen Idec. A Natura é a brasileira mais bem colocada, em 23° lugar. A BRF aparece na 95ª colocação. Outras nacionais, como a Vale, a Cemig e o Banco do Brasil, que já estiveram na relação em edições anteriores, não foram relacionadas

TELHADO VERDE: ATÉ 5°C MAIS FRESCO
Um estudo feito por pesquisadores da USP mostrou que a adoção de telhados verdes pode reduzir os impactos das ilhas de calor nos grandes centros urbanos. O trabalho comparou dois prédios da capital paulista. A sede da prefeitura, no Viaduto do Chá, que possui área verde (foto), e o edifício Mercantil/Finasa, com laje de concreto. A temperatura no alto do edifício ajardinado ficou até 5,3°C mais baixa. Também houve um ganho adicional de 15,7% na umidade relativa do ar. Os dois prédios foram escolhidos por terem as mesmas condições atmosféricas e a mesma incidência de sol. As ilhas de calor em São Paulo chegam a elevar a temperatura em até 10°C.

Veículo: Jornal O Globo
Data: 28/01/2014
Tema: Emissões
 


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