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Novas ideias para a exploração do petróleo

Belo Horizonte — Gasolina, óleo diesel, querosene, asfalto, lubrificantes e até medicamentos.

Esses são alguns dos produtos derivados do petróleo. A extração e o processamento do líquido versátil, porém, são muito caros. Os custos também são altos para o Meio Ambiente, já que a exploração das jazidas e a queima de combustíveis lançam gases tóxicos à atmosfera. Duas pesquisas desenvolvidas no Departamento de Química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) buscam combater esses problemas. Os promissores resultados foram reconhecidos na 6ª edição do Prêmio Petrobras de Tecnologia

Os estudantes Igor Tadeu da Cunha, 21 anos, e Ivo Freitas Teixeira, 23, tentaram achar uma solução para uma das maiores dores de cabeça do setor: a corrosão dos tubos de metal usados para coletar o petróleo nas reservas subterrâneas e transportá-lo até o local em que é limpo e refinado. “Todos os anos, o Brasil gasta mais de US$ 8 bilhões para reverter os efeitos da corrosão, e as petrolíferas são as indústrias mais prejudicadas”, constata Ivo. A dupla de estudantes e o professor Rochel Monteiro Lago descobriram que as bactérias Wolinella succinogenes e Rhodobacter capsulatus), encontradas perto de vulcões, produzem enzimas que transformam o sulfeto (combinação de enxofre e outro elemento químico) em substâncias não corrosivas. Os pesquisadores juntaram a matéria orgânica formada por esses elementos ao pó do mineral magnetita e aqueceram a mistura entre 400ºC e 800ºC. Uma das propostas é usar o resultado da mistura nas paredes da tubulação que transporta o petróleo. A reação dentro dos tubos resulta em hidrogênio, um gás que não é corrosivo.

O trabalho desenvolvido pela recém-graduada Nathalia Tavares Costa, 24, busca “limpar” o petróleo para reduzir o teor de enxofre do líquido e permitir a produção de combustíveis menos poluentes. “Atualmente, o Brasil usa tecnologia estrangeira para extrair os contaminantes do petróleo. Desenvolvemos um catalisador capaz de removê-los de maneira nova e muito eficiente”, ressalta o orientador do projeto, o professor Luiz Carlos Alves de Oliveira. Uma versão inicial do catalisador foi sintetizada e produzido à base de um composto chamado oxi-hidróxido de nióbio. “Nós o melhoramos para remover os contaminantes”, diz a química. Há cerca de seis meses, uma parceria com a Petrobras permitiu a realização de testes com outros tipos de contaminantes, mais complexos e difíceis de se ligarem ao oxigênio.

“Na universidade, não conseguimos experimentar em escala maior. Fazíamos testes em bateladas: as substâncias eram postas em um reator e amostras eram coletadas de tempos em tempos. Agora, o catalisador fica sendo testado em fluxo contínuo, até perder a atividade. Podemos ver se ele funciona e por quanto tempo”, diz Oliveira. Se os resultados continuarem satisfatórios, o passo seguinte será usar o composto em amostras de petróleo.

CORREIO BRAZILIENSE
2013-07-31
MEIO AMBIENTE

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