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Fundo Amazônia amplia convênios com ONGs

O governo Dilma Rousseff busca dar um novo impulso ao Fundo Amazônia e aprofundar o diálogo com a população da região.

Ontem, foram assinados convênios de R$ 25 milhões com 15 organizações não governamentais responsáveis pela execução de 18 projetos na região amazônica.

A iniciativa faz parte da estratégia do governo de tentar assegurar às comunidades locais meios de vida sustentáveis, num momento em que integrantes dos movimentos sociais e do próprio Executivo defendem um maior esforço de captação de recursos para o fundo.

Criado em 2008 para receber doações a projetos que visem a proteção e o Desenvolvimento Sustentável da floresta amazônico, o Fundo Amazônia já captou R$ 1,3 bilhão, recursos provenientes sobretudo dos governos da Noruega e da Alemanha, além da Petrobras. Segundo o governo, o mecanismo já destinou cerca de R$ 540 milhões a projetos na região. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o gestor do fundo.

"Sabemos o quanto é urgente. Preservar a Amazônia é em grande parte cuidar da gente que vive na Amazônia, dando a essa gente a condição de, de fato, desenvolver um modo de vida sustentável, economicamente viável, sustentável do ponto de vista da relação com a natureza, até para permitir que essas pessoas não sejam contaminadas pelos processos de exploração inadequada, pelo garimpo ilegal, pela exploração ilegal da madeira", disse, durante o evento, o chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho. A pasta é responsável pela ponte entre o Palácio do Planalto e os movimentos sociais. "Se o Estado e a sociedade não se mobilizarem e oferecerem alternativas, não restará a essa gente outro caminho que não seja esse."

Participaram da mesa de diálogo representantes de cerca de 50 associações indígenas, comunidades ribeirinhas, extrativistas e assentados da reforma agrária. A grande maioria elogiou a iniciativa do governo, mas houve quem defendesse uma ampliação do poder de fogo do fundo. Foi o caso do diretor do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Paulo Moutinho.

A demanda foi bem acolhida pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. "O Fundo Amazônia tem que ser mais ambicioso do que está sendo hoje", defendeu ela, para quem deve-se desenvolver estratégias de captação de recursos no Brasil e no exterior.

Além de representantes do BNDES, compareceram ao evento dirigentes da Fundação Banco do Brasil. A entidade opera como uma aglutinadora de ações de pequeno porte, e é responsável pela seleção dos projetos.

Foram contemplados ontem projetos que apoiarão, por exemplo, a extração e comercialização de castanha, guaraná e café, a produção de alimentos sem Agrotóxicos, a implantação da agroindústria do babaçu e a apicultura. Serão beneficiadas entidades que atuam no Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Mato Grosso e Tocantins. Na avaliação do governo federal, o fundo ainda enfrenta dificuldades para firmar parcerias no Estado de Roraima.

VALOR ECONÔMICO
2013-06-20
IZABELLA TEIXEIRA


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