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Reciclagem, meio ambiente e economia

Comemorado em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia foi criado em 1972 pela Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, realizada em Estocolmo, na Suécia.

A conferência reuniu 113 países, tendo como pauta principal a degradação que o homem tem causado ao Meio Ambiente.

A data é celebrada com manifestações civis organizadas, campanhas, eventos, declarações governamentais, todos em busca de mobilização para debater, propor e implementar soluções que garantam um planeta mais sustentável.

A sociedade percebeu, ao longo dos anos, que precisa se preocupar cada vez mais com o Meio Ambiente, com o impacto diário de toneladas de lixo em áreas impróprias, em aterros improvisados, contaminando o subsolo. Hoje, lixo é sinônimo de riqueza. Virou “resíduo sólido”, material reciclável, algo que pode ser reaproveitado, reutilizado. Vale dinheiro, gera emprego, movimenta a economia e protege o Meio Ambiente.

Sem dúvida, o melhor exemplo sobre o reaproveitamento de resíduos sólidos é o caso da lata de alumínio que, no Brasil, ao longo dos últimos 10 anos, tem o maior índice de Reciclagem do planeta, com percentuais bem próximos dos 100% (mais precisamente, de 98,3% em 2011). A cada quilo de alumínio reciclado, são poupados cinco quilos de bauxita (minério do qual se extrai o alumínio); reduz-se em 95% a emissão de CO2; e obtêm-se uma economia de 95% de energia elétrica em relação à produção a partir do minério.

Há tempos a experiência de sucesso da Reciclagem de latas de alumínio para bebidas vem servindo de exemplo nos quesitos Reciclagem e logística reversa. No fim de 2012, após um ano de discussões, 21 associações de empresas produtoras e comerciantes de embalagens se uniram numa coalizão para apresentar ao governo uma proposta de ações, na forma de um acordo setorial, para, entre outros objetivos, reduzir sensivelmente a destinação inadequada de embalagens usadas.

Essa proposta de acordo setorial para a logística reversa das embalagens pós-consumo é uma das exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê ainda o fortalecimento das cooperativas de catadores, com modernização de equipamentos e capacitação desses trabalhadores, seguindo o exemplo do modelo há anos empregado na coleta e Reciclagem das latas de alumínio.

Diante dos elevados índices de Reciclagem e dos consequentes benefícios em termos de emprego e renda, sobretudo para a parte mais carente da população, o setor de latas de alumínio pode reclamar a qualificação de indústria sustentável. Catadores de materiais recicláveis encontraram nas embalagens descartadas os recursos necessários para pagar as suas despesas básicas.

Há pouco mais de 20 anos criaram as primeiras cooperativas. Há 10 anos lutaram e ganharam, oficialmente, a inclusão da sua atividade na nova versão da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), em vigor desde outubro de 2002. Hoje já fazem contratos com prefeituras, condomínios residenciais etc. E com um pequeno esforço do governo e do setor privado, podem competir com intermediários (sucateiros) e até com empresas de limpeza pública.

Em conjunto com os catadores, trabalhamos para a organização da categoria, para sua capacitação e aparelhamento, com vistas ao aumento da sua produtividade e lucratividade. Trabalhamos por políticas públicas mais eficazes, colaborando com diversas instituições para levar ao catador informações e inovações que possam melhorar suas condições de trabalho e qualidade de vida. Mas sem esquecer de lutar para garantir a sobrevivência da indústria de latas por meio do combate aos desequilíbrios tributários que tanto prejudicam, injustamente, a embalagem para bebidas mais reciclada do planeta.

*Diretor Executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas)

CORREIO BRAZILIENSE
2013-06-11
MEIO AMBIENTE


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