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Centros silvestres lotam com o tráfico de animais

Por THOMAS FULLER
KHAO PRATUBCHANG, Tailândia - A Tailândia quer se livrar da imagem de ser um lugar onde animais silvestres estão à venda -como tartarugas de Madagascar, macacos sul-americanos, filhotes de urso e aves exóticas- e procura combater um comércio internacional promovido pelo mercado global de carnes exóticas e mascotes raros.
Nos últimos dois anos, as autoridades confiscaram mais de 46 mil animais de traficantes, vendedores e caçadores, mais que o dobro dos 18 mil capturados nos dois anos anteriores.
Mas agora o governo enfrenta um dilema: o que fazer com as criaturas que salvou e que, segundo a lei, devem ser mantidas como provas nos processos judiciais? A Tailândia tem nas mãos uma espécie de Arca de Noé de animais silvestres, mas essa arca provavelmente afundará sob o peso de tantos elefantes, tigres, ursos e macacos.
"Quanto mais nós apreendemos, mais temos de cuidar", disse Theerapat Prayurasiddhi, vice-diretor do Departamento de Parques Nacionais, Vida Silvestre e Conservação de Plantas.
Enquanto muitos dizem que as fronteiras porosas, a corrupção e o policiamento relapso são problemas constantes, a repressão chega quando a Tailândia está prestes a abrigar uma grande reunião em março para discutir o principal acordo internacional sobre tráfico, a Convenção da ONU sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres.
O peso de cuidar dos animais apreendidos foi salientado em outubro, quando 16 filhotes de tigre desnutridos foram recuperados na carroceria de um caminhão de contrabando. Os tratadores no Centro de Criação de Vida Silvestre Khao Pratubchang, aqui na província de Ratchaburi, ficaram esgotados com os cuidados de 24 horas e os alimentos e remédios especiais que os tigres exigiram.
"É como ter um filho -são muitos detalhes", disse Sathit Pinkul, diretor do centro. "Você precisa estar sempre lá quando eles têm fome", disse, imitando o miado de um filhote faminto.
"Nós nos tornamos seus atendentes pessoais."
O centro abriga mais 45 tigres, dez leopardos e 13 outros pequenos felinos conhecidos como gatos pescadores e gatos dourados asiáticos, que são ligeiramente maiores que gatos domésticos, mas mais ferozes.
Os centros de vida silvestre de todo o país já estão lotados. Um centro perto de Bangkok contém mais de 400 macacos ruidosos. Outro, na província de Chonburi, tem 99 ursos.
Alimentar as aves e as feras nos centros do governo em todo o país custa cerca de 1,7 milhão de bahts, ou US$ 57 mil, por mês.
Alguns animais podem eventualmente ser soltos na natureza, inclusive algumas espécies de macacos, cobras e tamanduás parecidos com tatus. Mas os filhotes de tigre, criados por humanos, enfrentarão uma vida no cativeiro.
Os filhotes provavelmente passarão seus mais de 20 anos de vida no centro. Serão vizinhos de 11 orangotangos que foram abandonados ainda bebês na ilha turística de Phuket.
"Nunca ouvi falar de um tigre ser reintroduzido com sucesso na vida silvestre", disse Sathit.

 

FOLHA DE S. PAULO - SP | NEW YORK TIMES
IBAMA | GERAL - MEIO AMBIENTE
18/02/2013
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