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Logística reversa é tema de debate no MMA

Encontro reúne cerca de 80 representantes ligados à gestão de resíduos sólidos. Ideia é mobilizar esforços para planejar políticas públicas para o setor

Publicado: Quinta, 27 Junho 2019 15:57 Última modificação: Quarta, 10 Julho 2019 20:32 Autor: Luiz Motta
Crédito: Rubens Freitas Dione Manetti, da Associação Nacional dos Catadores, "gastar muito tempo buscando o modelo ideal pode não levar a lugar algum" Dione Manetti, da Associação Nacional dos Catadores, "gastar muito tempo buscando o modelo ideal pode não levar a lugar algum"

 Brasília – O Ministério do Meio Ambiente promoveu na tarde de ontem, na sede do Ministério do Meio Ambiente, um debate com representantes dos setores ligados à gestão de resíduos sólidos para buscar soluções para os problemas do setor.

O ministro Ricardo Salles, que presidiu o debate, disse que a ideia do encontro era fazer uma ampla discussão sobre a realidade e desafios das políticas de gestão de resíduos e principalmente sobre logística reversa.

“Precisamos encontrar um caminho, mas um caminho que respeite a economia e a viabilidade logística, mas, por outro lado, não deixe que a limitação financeira nos impeça de avançar”, disse Salles.

Segundo a Pesquisa Básica de Informações Municipais – Munic/IBGE do ano base 2017, são coletadas diariamente 166 mil toneladas de lixo por dia. Mas apenas 25% das cidades brasileiras têm coleta seletiva.

Dione Manetti, que falou em nome da Associação Nacional dos Catadores, elogiou a iniciativa e salientou que é fundamental a contribuições do setor que representa para a busca de soluções.

Segundo ele, pesquisas mostram que 80% dos resíduos recicláveis recuperados no Brasil vêm diretamente das mãos dos catadores. “Sei que é difícil chegar a um consenso, mas, se gastarmos todo o tempo em busca de um modelo ideal, não chegaremos a lugar algum”, alertou ele.

A mesma opinião compartilha o presidente executivo da ReciclaAnip, Klaus Curt Muller, organização que coleta pneus usados em todo o Brasil e que, só no ano passado, segundo dados próprios, coletaram 408 mil toneladas de resíduos do produto.

Muller alerta que o elo mais frágil na logística é o município. Uma vez que cabe a prefeitura o armazenamento do resíduo, antes da destinação final, sem nenhum tipo de contrapartida. “Assimetrias assim acabam comprometendo todo funcionamento da cadeia”, completa.

Próximo passo – Ao final do debate os representantes dos setores se comprometeram a iniciar um debate interno para, daqui a três meses, voltar para uma segunda rodada de discussão, onde propostas de ações deverão ser decididas consensualmente.

Ascom MMA – (61) 2028-1227

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