Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Página inicial > InforMMA > Notícias > Integração de ações ambientais com economia é caminho, afirma ministra
Início do conteúdo da página

Integração de ações ambientais com economia é caminho, afirma ministra Destaque

Paulo de Araújo/MMA Izabella: país está em novo patamar Izabella: país está em novo patamar
Riqueza dos ecossistemas brasileiros deve ser considerada em relação à agenda ambiental e financeira

LUCAS TOLENTINO

A integração das ações ambientais à agenda econômica garantirá a proteção da biodiversidade brasileira. O posicionamento foi defendido, nesta segunda-feira (02/06), pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em debate realizado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). O painel abriu a programação da Semana do Meio Ambiente, comemorada até a próxima sexta-feira (06/06). Representantes do poder público, de instituições de ensino e da iniciativa privada participaram do evento.

Promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), o debate “Desafios e oportunidades para o desenvolvimento econômico baseado em espécies nativas, raras e ameaçadas” teve o objetivo de discutir medidas capazes de ampliar a proteção sobre as espécies da fauna e da flora brasileira. A intenção foi apresentar soluções inovadoras e discutir ações que conferem segurança ambiental aos empreendimentos econômicos.

NOVO PATAMAR

A riqueza dos ecossistemas brasileiros deve ser considerada em relação à agenda ambiental e financeira. “É preciso ter um olhar econômico para a conservação da biodiversidade considerando a envergadura social do país e como a ciência tem voz ativa nesse processo”, declarou a ministra. “O Brasil experimenta, hoje, um novo patamar nessa questão. Os novos movimentos estão começando a se alinhavar numa discussão mais participativa com a sociedade civil.”

O secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Roberto Cavalcanti, citou como exemplo bem sucedido a desclassificação da baleia jubarte como espécie ameaçada de extinção, anunciada no mês passado. Hoje, existem 15 mil indivíduos. Na década de 1980, eram apenas 500 exemplares. “As ações sempre têm resultados”, justificou. “Quase todas as espécies respondem de uma forma muito positiva ao esforços conservacionistas”.

CAPITAL NATURAL

Para Roberto Waack, CEO da AMATA Brasil, empresa de silvicultura e manejo de florestas naturais, as ações ambientais estão interligadas ao universo econômico. “Essa relação é vital para que uma série de eventos ligados ao capital natural se consolide”, afirmou. “A preservação ambiental é essencial e é importante vê-la de maneira agregada a outras questões”, ponderou o professor Ricardo Ribeiro Rodrigues, da Universidade de São Paulo (USP), especialista em recuperação de áreas degradadas e restauração ecológica.

Formas de incentivar ações de conservação ambiental também foram discutidas no painel. “Os pequenos proprietários precisam de incentivos para as atividades produtivas que desenvolvem”, exemplificou o empresário Roberto Klabin, proprietário do Refúgio Ecológico Caiman, onde desenvolve, no Pantanal, turismo de observação da onça-pintada. “Estamos marchando para uma convergência sadia que toca diversas pastas do governo em torno das questões ligadas à biodiversidade”, acrescentou o diretor-presidente da Extracta Moléculas Naturais, que atua no ramo da bioprospecção.

SAIBA MAIS

O Brasil é o país de maior diversidade biológica do planeta, com 4% de todas as espécies conhecidas. Aproximadamente 50% dos anfíbios, 37% dos répteis, 17% dos mamíferos e 12% das aves do mundo podem ser encontrados em território nacional. O país também conta com a mais rica flora mundial, o que totaliza mais de 44 mil espécies em diversos ecossistemas.

Primeiro signatário da Convenção sobre a Diversidade Biológica, o Brasil tem, por meio da articulação com o meio científico, aprimorado a formulação das listas de espécies ameaçadas da fauna e da flora. Da mesma forma, o país busca desenvolver um marco legal e administrativo que facilite as pesquisas ao mesmo tempo em que promova o acesso ao patrimônio genético e à repartição de benefícios associada.


Fim do conteúdo da página