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Terça, 20 Março 2018 18:30

Ministério lança aplicativo do Água Doce

Ferramenta dará mais transparência ao programa, além de ser importante canal de comunicação entre gestores e comunidades.


Brasília (20/03/18) – O Espaço Brasil do 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília, foi palco do lançamento do aplicativo do Programa Água Doce (PAD), ferramenta que promete inovar na gestão da ação ao integrar, ainda mais, as comunidades atendidas, técnicos das coordenações, núcleos estaduais e a Coordenação Nacional da iniciativa.

O programa, uma ação do governo federal, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil, visa estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano, incorporando cuidados técnicos, ambientais e sociais na implantação, recuperação e gestão de sistemas de dessalinização de águas salobras e salinas.

O aplicativo é uma ferramenta de gestão que busca contribuir e auxiliar no acompanhamento da execução do programa. O secretário-substituto de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Sérgio Gonçalves, explicou que a ferramenta tem a finalidade abrir um canal de acesso à informação dos sistemas de dessalinização implantados conforme metodologia do Água Doce.

O objetivo é tornar a informação mais acessível e transparente aos usuários do sistema de dessalinização e para a sociedade. Comunidades e técnicos de Minas Gerais e dos nove estados do Nordeste atendidos pelo programa poderão cadastrar informações, reportar dificuldades ou dúvidas, além de compartilhar fotos, alimentando dessa forma o banco nacional de imagens do Água Doce.

O coordenador-geral de Tecnologia da Informação e Informática do Ministério do Meio Ambiente, Fábio Borges, explicou que a área de TI do MMA identificou a oportunidade de desenvolver um aplicativo para dispositivos móveis que permitisse que as comunidades atendidas pelo Programa Água Doce pudessem trocar informações relacionadas aos sistemas de dessalinização de forma simples, como acontece nas redes sociais. "A solução adotada também permitirá a obtenção de informações sobre o Programa sem a necessidade do uso de computadores, tratando-se de um passo importante no sentido de aprimorarmos a transparência e o processo de gestão participativa”, explicou Fábio Borges.

EXEMPLO PARA O MUNDO

Durante o lançamento, o coordenador nacional do Água Doce, Renato Saraiva Ferreira, reforçou que o aplicativo foi criado para dar mais transparência à execução do PAD e que será um importante canal de comunicação, integração e divulgação do Água Doce. "O programa é um modelo de gestão compartilhada. O aplicativo vai permitir levarmos informações aos usuários e receber as informações deles, de forma mais sistematizada e efetiva", disse.

Presente no evento, Emílio Gabbrielle, diretor da Associação Internacional de Dessalinização (IDA, na sigla em inglês), que reúne as 50 nações mais criticamente ameaçadas pela escassez de recursos hídricos no planeta, se declarou apaixonado pelo programa do MMA.

"Depois de uma vida profissional dedicada à dessalinização, descobrir o Água Doce foi um privilégio. Fiquei apaixonado pelo programa, que melhora significativamente a vida das pessoas. Não há no mundo algo igual ao Água Doce. A iniciativa tem potencial para ser implementada em vários países. Esta é uma experiência única, um exemplo para o mundo", ressaltou ele.

COMUNIDADES INDÍGENAS

O Ministério do Meio Ambiente também anunciou acordo de cooperação que será firmado entre o MMA e Ministério da Saúde com o objetivo de implementar a metodologia do Água Doce nas comunidades indígenas do semiárido. A iniciativa focará nas comunidades com problemas de água salobra nos postos, melhorando, assim, a saúde da população indígena no semiárido.

O diretor da área de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, João Vitor, explicou que um dos objetivos é a universalização da água de qualidade para cada uma das comunidades indígenas que o governo federal atende. "A Secretaria de Saúde Indígena atua na atenção básica de saúde e hoje, com cerca de 5,6 mil comunidades indígenas, nós temos um grande desafio, principalmente no Nordeste brasileiro para levar estas águas de qualidade para os indígenas".

ENCONTRO LATINO-AMERICANO

O Espaço Brasil também recebeu, durante a apresentação do Água Doce, o representante da Associação Latino-Americana de Dessalinização, Alejandro Sturniolo. A instituição está organizando a reunião anual, nos dias 24 e 25 de abril, em Fortaleza (CE), quando serão discutidas questões referentes à água doce e à dessalinização da água do mar.

Alejandro Sturniolo lembrou que, hoje, por exemplo, morrem 500 pessoas por dia na Índia por conta da contaminação da água. "Tratar a água do mar ou de reuso, em termos de investimento, não é uma tecnologia cara. Tampouco custa muito operá-la - e é isto que estamos tentando promover na América-Latina, por isso buscamos parceria com o Programa Água doce", explicou.

 

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Por: Marta Moraes e Rachel Bardawil/ Ascom MMA


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