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Quinta, 07 Dezembro 2017 12:00

ANA premia boas práticas na gestão da água

Gilberto Soares/MMA
Vencedores: troféu e viagem para o Fórum Mundial da Água

Foram contemplados nove projetos e iniciativas que contribuem para a melhoria do uso dos recursos hídricos no país.


ELMANO AUGUSTO

Num clima de descontração e alto astral, cerca de 300 pessoas lotaram na noite desta quarta-feira (06/12) o Centro Cultural da Caixa, em Brasília, para assistir à solenidade de entrega do Prêmio ANA 2017. Foram contemplados nove projetos e iniciativas de diferentes setores da sociedade que contribuem para a melhoria da gestão dos recursos hídricos no país. 

Acesse fotos da cerimônia

O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Marcelo Cruz, representou o ministro Sarney Filho na cerimônia. “Esse prêmio é emblemático, destaca a eficiência e a sustentabilidade na administração de um recurso tão importante e estratégico para sociedade, que é a água”, afirmou Marcelo Cruz.

Promovido pela Agência Nacional de Águas (ANA), com patrocínio da Caixa Econômica Federal, a premiação busca reconhecer o mérito de iniciativas que contribuam para o uso sustentável dos recursos hídricos, promovendo o combate à poluição e ao desperdício. A Rede Brasil de Organismos de Bacia (Rebob) apoia o evento.

Os vitoriosos de cada categoria receberam o Troféu Prêmio ANA e uma viagem para participar do 8º Fórum Mundial da Água, que vai ocorrer em Brasília entre 18 e 23 de março de 2018. Esta será a primeira edição do maior evento do mundo sobre água no Hemisfério Sul. Durante o Fórum, os ganhadores do Prêmio ANA 2017 poderão apresentar seus trabalhos para um público internacional. No caso das categorias de Imprensa, os vencedores terão oportunidade de cobrir o evento.

Antes do anúncio dos três finalistas de cada categoria, foi feita homenagem a Ozelinda dos Santos Barreto, observadora da Rede Hidrometeorológica Nacional, e a representantes do governo do Rio Grande do Norte e do comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piancó-Piranhas-Açu pelos bons serviços prestados à gestão da água no Brasil.

VENCEDORES

O Prêmio ANA 2017 foi disputado em nove categorias: Empresas de Médio e de Grande Porte, Empresas de Micro e de Pequeno Porte, Ensino, Governo, Imprensa – Impressos e Sites, Imprensa – Rádio, Imprensa – TV, Organizações Civis e Pesquisa e Inovação Tecnológica.

A premiação ocorre a cada dois anos. Esta foi a edição mais concorrida até hoje. Recebeu, ao todo, 608 inscrições. São Paulo teve sete finalistas, seguido por Minas Gerais (4), Distrito Federal (3), Rio Grande do Sul (3), Rio Grande do Norte (2), Alagoas (1), Paraíba (1), Paraná (1), Pernambuco (1), Rio de Janeiro (1), Rondônia (1), Santa Catarina (1) e Tocantins (1).

 

Confira a lista dos premiados:

 

1 – EMPRESAS DE MÉDIO E GRANDE PORTE

“Gestão de Recursos Hídricos da FCA no Brasil”, da Fiat Chrysler Automóveis (FCA) Brasil Ltda , em Betim (MG)

Resultados: redução dos impactos ambientais nos recursos hídricos provenientes das operações da FCA e melhoria contínua das tecnologias e processos ambientais da organização.

 

2 – EMPRESAS DE MICRO E PEQUENO PORTE

“Cultivo Inteligente”, da Agrosmart, Campinas (SP)

Resultados: empresa registrou expressivos ganhos na safra de milho depois da instalação de modo de cultivo inteligente, com a economia de 30% de água na irrigação e 20% na energia elétrica e aumento de 5% na produtividade.

 

3 – ENSINO

“Projeto Rio Manoel Alves Pequeno: Limpar para Conservar”, da Associação Apoio Colégio Estadual de Itacajá (TO)

Resultados: projeto promoveu o despertar da conscientização ambiental. Ao longo de 15 anos, o número de caçambas de lixo retiradas das margens do rio tem diminuído. Em setembro deste ano, foi assinado o Protocolo da Água, que define a atuação de cada parceiro.

 

4 – GOVERNO

“Projeto Palmas para Santana”, da Prefeitura Municipal de Santana do Seridó (RN)

Resultados: utilização da água residuária para produção de forragem animal na forma de palma forrageira variedade orelha de elefante, suficiente para dar segurança forrageira ao rebanho local no período seco e acabar com o lançamento dessa água no leito do rio, solucionando também um problema ambiental.

 

5 – ORGANIZAÇÕES CIVIS

“Horta Orgânica com Economia de Água”, do Centro de Educação Popular e Formação Social (CEPFS), em Teixeira (PB)

Resultados: resgate do cultivo de hortaliças no entorno das residências, promovendo a segurança alimentar e a geração de renda a partir da venda do excedente da produção, assim como a capacitação dos agricultores para o uso sustentável dos recursos naturais.

 

6 – PESQUISA E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

“Produção agrícola familiar utilizando rejeito da dessalinização da água salobra como suporte hídrico”, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), em Mossoró (RN).

Resultados: criação de tilápias em viveiros, utilizando água de rejeito salino tornou produtivas algumas propriedades com escassez de água, melhorando a qualidade de vida da população. Também a horta comunitária, utilizando rejeito salino como suporte hídrico, após passar pelos tanques de peixes, apresentou resultado satisfatório, demonstrando a viabilidade do aproveitamento produtivo do rejeito da dessalinização da água.

 

7 – IMPRENSA – IMPRESSOS E SITES

“Líquido e Incerto - O futuro dos recursos hídricos no Brasil”, do site do jornal Folha de S. Paulo (SP)

Resumo: seis repórteres relatam três situações limites – secas em São Paulo e no semiárido nordestino e inundações no rio Madeira – e mostram o despreparo do país para enfrentar emergências que virão.

 

8 – IMPRENSA – RÁDIO

“Vamos tratar o esgoto?”, da rádio Gaúcha, de Porto Alegre (RS)

Resumo: série de reportagens “Rios Poluídos” revela que média de tratamento de esgoto apenas 5,19% nos municípios que despejam seus efluentes nos três rios mais poluídos do Rio Grande do Sul e que estão entre os dez mais poluídos do Brasil – Caí, Gravataí e Sinos.

 

9 – IMPRENSA – TELEVISÃO

“Expedição Água”, da TV Globo do Rio de Janeiro (RJ)

Resumo: série de reportagens do programa “Como Será?” enfoca temas ainda pouco explorados sobre água, como boas práticas ambientais e recentes pesquisas científicas no Brasil. Ao longo de 12 episódios, aborda temas como os rios voadores do Amazonas, os aquíferos, a importância das nascentes e matas ciliares, a influência da água na vida de quem vive na beira de rios, a biodiversidade nas áreas alagadas do Pantanal e a preservação do mangue.



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