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Sistema de Modelagem Costeira Brasil


O SMC-Brasil (Sistema de Modelagem Costeira) é um pacote computacional (software) composto por metodologias de trabalho, modelos numéricos e bases de dados. A utilização de suas ferramentas permite estudos temporais de processos costeiros e quantificação das variações no litoral. Desta forma, a utilização da ferramenta SMC possibilita a construção de cenários sobre a dinâmica da linha de praia, fornecendo informações importantes para o planejamento e qualificação na tomada de decisões.

Ao pensar na zona costeira como um ambiente influenciado unicamente por ondas, marés e correntes marinhas, é natural e esperado que ocorra processos de avanço e recuo da linha de costa. Porém essa não é a única realidade da costa brasileira, espaço com 23,58% da população brasileira (CENSO IBGE, 2010).

Nela ocorre uma alta dinâmica associada à processos antrópicos que potencializam os efeitos da erosão, e causam sérios impactos sociais e econômicos, perceptíveis em várias áreas ao longo da costa, que tiveram seus contornos transformados ao longo do tempo, seja por meio da urbanização desordenada, ou por mera depredação ambiental.

Portanto, é necessário que sejam incorporadas às políticas de planejamento e ordenamento territorial os conhecimentos disponíveis sobre o tema, evitando o desperdício de recursos públicos e buscando amenizar questões relacionadas a vulnerabilidade ambiental, o risco à vida humana e manutenção do patrimônio.


Produtos


Capacitações

Entre 2011 e 2016, a UFSC e o MMA celebraram a parceria que tinha como objetivo as “Adaptações e melhorias dos modelos numéricos incluídos no Sistema de Modelagem Costeira Espanhol (SMC), com a incorporação de bases de dados da costa nacional para criação de um Sistema de Modelagem Costeira para o Brasil (SMC-Brasil)”, difundindo-o para uma rede de agentes públicos beneficiários atuantes nesta porção do país.

Assim, nesta ação conjunta estão sendo obtidos produtos relevantes para melhoria da gestão litorânea como documentos e os cursos de utilização da ferramenta SMC – Brasil para os gestores que atuam neste território.

A partir de nova parceria entre MMA e UFSC, celebrada em 2017, com vistas ao uso correto de toda essa informação gerada e dada a complexidade do tema, foram oferecidas duas capacitações aos gestores costeiros com o intuito de que seja gerado conhecimento crítico suficiente para entender as limitações e reais possibilidades de aplicação desse estudo na análise das intervenções na linha de costa.

Dessa forma, essas capacitações das redes de gestores e pesquisadores públicos atuantes no litoral objetivaram à “Internalização do Conhecimento” adquirido entre 2011 e 2016, sendo que uma capacitação foi realizada em Florianópolis (SC), em julho, e outra em Natal (RN), no mês de dezembro, ambas em 2017.

Clique aqui para assistir às aulas

http://tvled.egc.ufsc.br/biblioteca/index.php?dir=SMC%20Brasil/

 

 

Documentos Temáticos

Uma proposta de abordagem para o estabelecimento de regime probabilístico de área de inundação costeira no Brasil (Link para download)

Recuperação de praias (Link para download)

Ondas (Link para download)

Níveis e cota de inundação (Link para download)

Mudanças do clima em praias (Link para download)

 

Histórico

 

Entre 2011 e 2016, a UFSC e o MMA celebraram a parceria que tinha como objetivo as “Adaptações e melhorias dos modelos numéricos incluídos no Sistema de Modelagem Costeira Espanhol (SMC), com a incorporação de bases de dados da costa nacionaEm 2008 foi realizado o I Simpósio de Erosão e desde então o Grupo de Integração do Gerenciamento Costeiro (GI-Gerco), existente no âmbito da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM) cuja coordenação é feita pelo MMA, vem acompanhando as iniciativas relativas ao SMC e sua adaptação para a realidade brasileira.

Em 2010, os governos brasileiro e espanhol estabeleceram o Acordo de Cooperação Técnica, Científica e Tecnológica para execução do Projeto Transferência de Metodologias e Ferramentas de Apoio à Gestão da Costa Brasileira. Tal projeto previa melhorias e adaptações no sistema SMC espanhol para criação de um SMC para o Brasil, incorporando o banco de dados de dinâmica marinha (ondas, nível do mar, batimetria e linha de costa) brasileira.

No primeiro semestre de 2011 foi elaborado um novo plano de trabalho devido às dificuldades enfrentadas nesse primeiro ano. Dentre elas destaca-se a falta e/ou dificuldade de acesso a dados ocenográficos (marés, ondas, batimetria, etc) e a necessidade de tratar e sistematizar os dados para entrada no sistema.

O Projeto SMC – Brasil possibilitou o acesso a metodologias para a formação de pessoal e a instrumentalização destes através de ferramentas e bases de dados.

Este projeto, teve como público alvo gestores públicos, os quais possuem acesso à diferentes técnicas de proteção e gestão do litoral para facilitar a tomada de decisões.

Como resultados dessa parceria, ainda na fase de customização do SMC Brasil, foram realizados dois seminários internacionais Brasil – Espanha (Maio de 2011 e Abril de 2013), foi criado um Comitê Executivo do SMC-Brasil no GI-GERCO (Abril de 2013), além de visita ao Instituto de Hidráulica da Universidade de Cantábria na Espanha – instituto com ampla experiência em estudos de dinâmica costeira e gestão do litoral- e realização de quatro estudos de caso na costa brasileira para avaliação dos resultados.

Findada fase de customização, foi iniciada a segunda etapa do projeto visando à transferência e difusão à comunidade técnica e científica brasileira. Em dezembro de 2012 foi realizado o primeiro curso, no Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP) e desde então tem sido realizados cursos com periodicidade anual, já contabilizando sete cursos de capacitação no Brasil. Além disso, também foi realizado um Congresso Iberoamericano de Gestão Integrado de áreas litorais (GIAL), foi publicado um livro de estudos de casos sobre o SMC – Brasil e diversas outras publicações, entre trabalhos acadêmicos, resumos/apresentações orais/artigos em congressos nacionais e internacionais, para difusão da ferramenta pelo Brasil.

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