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Estados preparam delegados para a III CNMA
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Com
o objetivo de preparar melhor os delegados e qualificar os debates
da III CNMA, diversos Estados estão realizando
reuniões com os delegados eleitos.
O
RN saiu na frente, e nesta terça-feira reuniu seus
representantes. Até o momento, a Paraíba confirmou o encontro para o
dia 22; o Ceará para 23 e o Piauí dia 25. A COE do
Maranhão prevê a atividade para dia 24.
As
COEs também aproveitarão esse espaço para fazer
uma avaliação do processo estadual e para pensar na
continuidade aos trabalhos de mobilização.
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Amazonas elege 30 delegados |
Com
a aprovação de cerca de 400 propostas e com a
eleição de 30 delegados, acabou na última
sexta-feira, 10/04, a III Conferência do Meio Ambiente do
Amazonas. O encontro foi realizado na Universidade Luterana, em Manaus
e reuniu cerca de 400 pessoas. O tema central foi “O
Amazonas e as mudanças climáticas” e teve como
subtemas prioritários o Desmatamento e
regularização fundiária, Fortalecimento
Institucional da Gestão Ambiental, Sustentabilidade da matriz
energética e o Respeito à diversidade cultural.
Nos Grupos de Trabalho, além do texto nacional, foram discutidas
as contribuições resultantes de 28 conferências
regionais realizadas entre dezembro/2007 e fevereiro/2008. A
mobilização envolveu 47 municípios amazonenses. Os
números animaram a Comissão Organizadora Estadual, que
contabilizou em 2005 apenas 18 municípios no processo.
Entre as principais proposições para a Política
Estadual do Meio Ambiente, está a criação da
guarda florestal do Amazonas, a elaboração de um
calendário de monitoramento e atividades extrativistas e a
implementação de programa estadual de
neutralização da emissão de carbono em eventos
populares, como o Carnaval e o festival folclórico de Parintins.

Celeste Lira é delegada do Amazonas
Natural de Cucuí, localizada na fronteira com Venezuela e
Colômbia,Celeste Alberta Lira, da etnia Baré, foi eleita
delegada pelos povos indígenas. Ela participou da III
Conferência do Meio Ambiente de São Gabriel da Cachoeira e
vai para Brasília para defender o pagamento dos serviços
ambientais aos povos indígenas e populações
tradicionais, maior incentivo financeiro para programas e projetos de
desenvolvimento sustentável para terras indígenas e
unidades de conservação, entre outros. “Comecei o
meu engajamento organizado durante a Eco 92, no Rio de Janeiro, quando
fui como estudante universitária indígena", explica.
Rui representou o coletivo jovem
A continuidade das conferências também foi
preocupação dos participantes da III CEMA. O estudante
Rui Silva, participou em 2003 da primeira Conferência
Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente. Hoje, aos 18 anos, é membro
do Coletivo Jovem do Meio Ambiente no Estado e disse que a
participação na CEMA foi fundamental para aprender.
“Ao participar da conferência “adulto”, o jovem
ganha experiência para qualificar os futuros processos de
conferências do meio ambiente”, enfatiza.
Para a secretária de Meio Ambiente, Nádia Cristina
D’Ávila Ferreira o processo de realização
das conferências estaduais, iniciado em 2003, reflete hoje o
avanço em diversas questões e marca um período
onde os municípios pedem a descentralização da
gestão ambiental.
Fazem parte da COE/AM: Ibama/Am, Funai, SDS, SECT, IPAAM Inpa, , Seduc,
Caama/Aleam, Fetatgri, GTA, Coiab, Fepi, Repes, Coaim, CUT/AM,
Instituto Jandaíra, IMA, IAQP, FAEA, Sebrae, Semed e SEMMA.
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Balanço: Mais de 100 mil pessoas participaram das conferências
As plenárias do Rio de Janeiro e do Amazonas, encerraram,
no último dia 10, as etapas estaduais da terceira
edição da Conferência Nacional do Meio Ambiente
(CNMA).
Nessa fase foram eleitos os delegados dos 26 estados e do Distrito
Federal que irão participar da reunião nacional, de 7 a
10 de maio de 2008, no Centro de Convenções Ulisses
Guimarães, em Brasília.
De acordo com o coordenador geral da III CNMA, Pedro Ivo Batista, cerca de 114 mil pessoas participaram do processo
preparatório.
Foram realizadas, ao todo, 751 conferências, sendo 566
municipais, 153 regionais, cinco seminários regionais
distritais, 26 conferências estaduais e uma conferência
distrital. "O aumento da participação da sociedade mostra
a consolidação do processo", diz o coordenador. Na primeira
edição da CNMA, em 2003, cerca de 65 mil pessoas
participaram das conferências municipais, regionais e estaduais.
Número que subiu para 86 mil pessoas na II CNMA, em 2005.
Ele destaca ainda dois aspectos
novos na terceira edição. O primeiro deles foi o fato de os estados
terem assumido os processos locais. "Isso foi fundamental para o
aumento da capilaridade das conferências", destaca. Outro ponto
positivo foi a inclusão da articulação das conferências no Programa
Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais (PNC), o que contribuiu
para que um maior número de municípios realizassem plenárias locais.
"Possibilitou que realmente levássemos o tema da III CNMA, as mudanças
climáticas, para o dia a dia das comunidades, inclusive com o início da
elaboração de inventários municipais de emissão de gases de efeito
estufa", acrescenta Pedro Ivo.
O secretário de Articulação
Institucional e Cidadania Ambiental do MMA, Hamilton Pereira, destaca
que o processo da terceira conferência é muito importante não só para
abrir espaço para que a sociedade brasileira tenha acesso a um conjunto
de informações sobre o tema das Mudanças do Clima, mas também ofereça
suas propostas para formulação da Política de Nacional sobre o tema, em
elaboração pelo governo federal.
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Texto-base nacional orientou os debates nas conferências estaduais
Zélia Franlin, da ONG Terra Azul, disse durante a etapa estadual
do Ceará que as conferências cumprem papel importante no
fortalecimento das organizações da sociedade civil.
“Hoje os movimentos sociais se mobilizam para participar das
conferências em todo país e se fortalecem tanto em suas
organizações internas, quanto na sociedade, conquistando
assim uma nova forma de emancipação social”.
Na opinião de Nathan Potiguara, representante dos povos
indígenas na Conferência da Paraíba, a sociedade
está pensando no futuro das gerações. “Essa
preocupação deveria ter acontecido antes dos
desmatamentos das florestas e de outros problemas ambientais.
Agora a ferida no planeta se agravou. Talvez não
possamos conseguir sarar a ferida, mas vamos conseguir parar seu
crescimento”, alerta Potiguara.
Um dos pontos defendidos por ele foi a preservação das
nascentes dos rios que abastecem o estado. “A
população urbana e rural tem que se conscientizar sobre a
necessidade de preservar a água, pois há muito
desperdício e também o uso do agrotóxico nas
plantações que poluem os rios”, defende.
A delegada da Conferência de Meio Ambiente da Região
Metropolitana de Belo Horizonte pela ONG Centro de Ecologia Integral,
Conceição Pimenta, estreou em conferências. "
É minha primeira conferência e a expectativa é
muito grande, pois queremos ver o resultado de tantas
discussões. Eu participei do grupo de trabalho que trata da
Agricultura e levantei propostas que incentivem a agroecologia, a
agricultura familiar, a compostagem e o combate aos
transgênicos”.

A escolha dos delegados é o momento mais tenso das plenárias
Cerca de 2 mil pessoas, entre delegados eleitos nos Estados e delegados
natos, devem participar
da Conferência Nacional, em Brasília entre os dias 07 e 10
de maio, no Centro de Convenções Ulysses
Guimarães.
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RJ cumpre estapa estadual
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Cerca
de 200 pessoas, entre convidados e delegados,que participaram da III
Conferência Estadual de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, no
campus da Universidade Federal Fluminense,debateram entre os dias 8 e
10 de abril,as questões locais, referentes a
mudanças do clima e os efeitos causados ao meio ambiente.
A secretaria municipal de meio ambiente de Mesquita, Kátia
Perobelli, que participou ativamente dos debates, considera que
não é possível fazer política de meio
ambiente sem envolver a sociedade.
"A Conferência é uma construção
coletiva.Precisamos descobrir o tom da linguagem que vai sensibilizar
as pessoas.É uma mudança de comportamento", afirmou
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A secretaria do
município de Mesquita disse ainda que tem a expectativa de que na
Conferência Nacional sejam apontadas propostas para políticas públicas
diferentes e melhores.
Um dos
pontos destacados pelo secretário de Articulação Institucional e Cidadania
Ambiental, Hamilton Pereira, representante da ministra Marina Silva no encontro,
é a importância da institucionalização da Conferência Nacional do Meio Ambiente
(CNMA).
"Ampliamos o processo de institucionalização da Conferência, fazendo com
que os estados tenham mais presença na organização das Conferências Estaduais,
em muitos casos assumindo suas secretaria-executivas".
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