BOLETIM DA CNMA
Número 31
18 a 25 de março de 2008

 

MS aprova deliberações para Política Estadual e Nacional de Meio Ambiente


Garantir financiamento somente para lavouras de propriedades rurais que respeitarem a percentagem de Reserva Legal mínima exigida e o fim dos incentivos fiscais do governo do MS concedidos às usinas de açúcar e álcool são algumas das principais deliberações para a Política Estadual do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul.  Elas foram aprovadas na última sexta-feira (14), na plenária final da III Conferência Estadual do Meio Ambiente, quando também foram votadas propostas do texto-base nacional, que serão defendidas pelos 30 delegados eleitos para representar o Estado na Conferência Nacional, em Brasília.

Os delegados da conferência estadual também pediram incentivos e melhorias da gestão ambiental nos projetos agrícolas e florestais destinados à produção de insumos energéticos, como as oleaginosas e madeiras destinadas à produção de biocombustíveis e a implantação de energia solar em prédios de órgãos públicos. Eles também se preocuparam em pedir o fortalecimento de programas de controle da poluição do ar por veículos automotores.

A índia Guarani Kaiwa, Agripina Lopes, foi eleita para defender a ampliação das terras indígenas no Estado. “Nós estamos distribuídos em 26 aldeias, mas não temos terras. Também temos que lutar pela  valorizaçào da nossa cultura".


Luiz Carlos Cobalchini é suplente da III CNMA. Ele foi eleito delegado pela sociedade civil, mas para respeitar a questão de gênero, ficou na suplência. Ele não desisitiu e disse que vai se articular para levar à III CNMA a proposta de um novo modelo de planejamento urbano. “Temos a possibilidade de ter cidades sustentáveis, de repensar o modelo de urbanização e de revalorização da vida no campo”, explica o representante do Sindicato dos Médicos Veterinários do MS.

Já José Geraldo Siscar, do setor empresarial, disse que uma de suas principais bandeiras foi o incentivo para o ecoturismo sustentável.

Dia do Pantanal – A solenidade de abertura, no dia 13, contou com a presença do Secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, Egon Krakhecke, que anunciou uma boa notícia. “O Conselho Nacional do Meio Ambiente acaba de aprovar a moção de criação do Dia do Pantanal. A data escolhida foi 12 de novembro, em homenagem ao ambientalista  Francelmo (Francisco Ancelmo de Barros).

"Foi nesse dia, em 2005, que ele ateou fogo ao próprio corpo em protesto às instalações de usinas de cana-de- açúcar no Pantanal”, lembrou o secretário. 
A moção será agora encaminhada à Casa Civil para análise.

A cerimônia também contou com o governador André Puccinelli, do secretário de Meio Ambiente, Carlos Alberto Menezes, do superintendente interino do Ibama/MS, Marcio Yule e do prefeito de Ivinhema, Renato Câmara, que representou  a Assomasul e do diretor do Conama, Nilo Diniz.

A III Conferência do Meio Ambiente do MS teve como tema “Mudanças Climáticas, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Sustentável e reuniu cerca de 700 pessoas, sendo que foram 520 delegados eleitos nas 68 municipais ( o MS possui 78 municípios) e 80 delegados natos (membros  dos conselhos Estadual de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos e membros da Comissão Organizadora Estadual) e demais observadores e convidados.
 

"aspas"

" Gostaria de reforçar a participação das Comunidades Tradicionais de Terreiros de Matriz Africana na Conferència do RS. Ao todo 76 militantes se inscreveram. Uma Conferencia de Meio Ambiente sem a presença das Comunidades Tradicionais é no mínimo 50 % irreal, esperando que esta realidade se materialize na etapa nacional"
 

Consuelo Gonçalves,  Delegada Comunidades Tradicionais II e III Conferencias  no RS




Conferência do Meio Ambiente de Salvador reúne 600 pessoas *


O secretário de Recursos Hídricos e Meio Ambiente Urbano Luciano Zica, representante da Ministra Marina Silva na solenidade de instalação da II Conferência Estadual do Meio Ambiente da Bahia, destacouno último domingo (16/03), em Salvador, a importância desta edição para o processo de institucionalização do mecanismo de consulta e de participação social na formulação de políticas ambientais. A sociedade, defendeu Zica, deve cada vez mais se apoderar da Conferência, para que ela se torne uma ferramenta independente de governo.

"Temos que aproveitar o momento político, de governantes comprometidos com a democracia participativa como são o presidente Lula e o governador Jacques Wagner, para consolidar a Conferência de forma definitiva como fórum de debate e acompanhamento de políticas ambientais". Para Zica, só o comprometimento das organizações sociais e dos indivíduos, que se traduz nas Conferências, garante efetividade para qualquer ação na área ambiental. "Não há dinheiro que resolva a revitalização de bacias, a gestão de resíduos sólidos, a gestão urbana ou a utilização sustentável das florestas se não houver participação de todos os segmentos da sociedade".

Falando para uma platéia de mais de 600 pessoas - delegados de todas as regiões do Estado, lideranças sociais e autoridades ambientais de municipais e dos governo baiano e federal - reunidas no Centro de Convenções de Salvador, Zica lembrou que as duas primeiras Conferências nortearam muitas das ações do Ministério do Meio Ambiente. Foi, segundo ele, para responder às demandas apresentadas que a ministra Marina Silva promoveu, entre outras iniciativas, a reestruturação no MMA e propôs novas legislações, como as Leis das Águas e do Saneamento Ambiental, já em vigor, além da Projeto de Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, em tramitação no Congresso. Da mesma forma espera-se da Conferência deste ano respostas ao grande desafio de promover a inclusão social através do desenvolvimento sustentável, que implicam na mudança de paradigmas e padrões de comportamento.

Em sua fala o Secretário também cumprimentou os organizadores da Conferência Estadual - coordenada pelo Superintendente de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável Eduardo Mattedi -, por assumirem a condução do processo com forte apoio popular e efetiva participação das comunidades tradicionais e dos povos indígenas do estado nas 16 Conferências Regionais. O Secretário Estadual do Meio Ambiente Juliano Matos confirmou esse empoderamento e anunciou que a Bahia criará, por decreto a ser assinado pelo governador Jaques Wagner, da Comissão de Acompanhamento das Resoluções da Conferência Estadual do Meio Ambiente, integrada pelos delegados que serão eleitos no final do evento e por representantes dos 26 -territórios de identidade -em que foi dividido o estado.
* por Lúcia Leão - Ascom/MMA


   

Cidade mais verde do País é sede da conferência da PB


A cidade de João Pessoa, capital da Paraíba, a segunda mais verde do mundo foi sede da I Conferência Estadual do Meio Ambiente (CEMA), realizada de 12 a 14 de março, no Tropical Hotel Tambaú.

Esta etapa estadual é resultado de um amplo processo de mobilização que reuniu mais de 10 mil pessoas em seis conferências regionais que envolveram 63 municípios. Com eses números, a Paraíba é, até o momento,o Estado que conseguiu engajar o maior número de pessoas para participar de conferências nesta edição.

“Esses números expressivos de participantes mostram que a sociedade se preocupa com o meio ambiente e quer participar das discussões sobre as mudanças do clima”, revela o coordenador estadual da conferência, Ricardo Burity.

Na opinião de Nathan Potiguara, representante dos povos indígenas, a sociedade está preocupada com o futuro das gerações. “Essa preocupação deveria ter acontecido antes dos desmatamentos das florestas e de outros problemas ambientais.
Agora a ferida no planeta se agravou. Talvez não vamos conseguir sarar a ferida, mas vamos conseguir parar seu crescimento”, alerta Potiguara. Um dos pontos defendidos por Potiguara é a preservação das nascentes dos rios que abastecem o estado. “A população urbana e rural tem que se conscientizar sobre a necessidade de preservar a água, pois há muito desperdício e também o uso do agrotóxico nas plantações que poluem os rios”, conta Potiguara.


O
professor Marx Prestes foi um dos palestrantes da conferência



Um dos palestrantes da conferência, o professor da Universidade Federal de Campina Grande, Marx Prestes, ressalta que o mundo atual precisa fazer uma análise crítica sobre as propostas apresentadas nas reuniões internacionais que enfoca mais a preocupação econômica do que a ambiental.
 


"A vida humana deve ser o centro das discussões. O homem está percebendo que faz parte do meio ambiente e ao preservar, ele estará cuidando da própria vida e das gerações futuras. Temos que aprender que existem limitações.”, afirma Prestes.
 

Para ele, as propostas apresentadas nas conferências realizadas em todo o país traduzem o anseio imediato da sociedade que estava afastada de todo o processo de desenvolvimento do país.

“Esta vontade da população de participar das discussões é traduzida através dos calorosos debates. As conferências que o governo tem realizado em todo o país, seja ela de saúde, ou meio ambiente representam uma oportunidade de revitalização dos movimentos sociais, que tinham sido abafados pela ditadura militar e estão ressurgindo com muita força.”, analisa.

O secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Hamilton Pereira, disse que o Brasil é o único país no mundo que está discutindo as políticas públicas para as mudanças do clima com a sociedade.

“A conferência não é um evento e sim processo que tem por finalidade construir um espaço de convergência social para a formulação de uma agenda nacional do meio ambiente, por meio da mobilização, da participação popular, com vistas ao estabelecimento de uma política de desenvolvimento sustentável para o País”, concluiu.

Participaram da mesa de abertura o secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental e também coordenador nacional da III Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA), Hamilton Pereira; o coordenador executivo da CEMA, Ricardo Burity, o secretário de Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente, Jurandir Antonio Xavier, a presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de João Pessoa, Paula Francinete; a representante da Petrobras, Ille Bandeira e o deputado (PT/PB), Rodrigo Soares.  

Cerca de 450 pessoas participaram da conferênciao que aprovou 211 deliberações  e elegeu os 30 delegados que representarão o estado na III Conferência Nacional do Meio Ambiente.
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"Eu quero beber água"*

Arapiraca (AL) - "Eu quero beber água, eu quero beber.  Eu quero beber água, meu amor vai me ver".

Com esse refrão as destaladeiras de fumo
abriram a Conferencia Estadual de Meio Ambiente de Alagoas, na última sexta-feira, 14/03.

As cantigas são
executadas ao realizarem a árdua tarefa de retirar os talos das folhas de fumo, atividade
agrícola responsável pelo crescimento econômico da região de Arapiraca em mais de oito décadas.

A velha cantiga reflete culturalmente a escassez de água do agreste e sertão do nordeste,
tema que permeia os debates na conferência
 
e desemboca na discussão sobre a integração da bacia do rio São Francisco, a revitalização do rio e a construção do canal
do sertão, antigas reivindicações da população e uma constante nas discussões dos grupos
temáticos da conferência de Alagoas.


Cerca de 400 pessoas representantes dos mais diversos segmentos sociais se mobilizaram para discutir a questão global das mudanças climáticas a partir da compreensão de seus problemas locais, no caso de Alagoas o semi-árido e as peculiaridades do bioma caatinga, a erosão marinha, além da escassez hídrica permeiam os debates.

* por Janete Porto  Ascom/Ibama
  



Curtas

GO - Com o tema Clima e Cerrado a Conferência de Goiás aconteceu dias 13 e 14.  Os delegados da conferência aproveitaram o encontro para pedir mais engajamento por parte dos governos na aprovação da Proposta de Emenda Constitucional que transforma o Cerrado e o Pantanal em patrimônio nacional. Segundo Mauro Pires,representante do MMA no evento, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, garantiu que a proposta, que tramita desde 1995 na Câmara, está entre os 20 temas prioritários para serem votados pelo Congresso Nacional ainda este ano. Participam do encontro, que encerra nesta sexta-feira (14), 234 delegados de 54 municípios.

(Daniela Mendes Ascom/MMA)

ES - A segunda edição capixaba da Conferência Estadual do Meio Ambiente aconteceu em Vitória, dias 13 e 14 e contou com cerca de 460 pessoas. Ela foi precedida por sete conferências regionais.
"Nós, pescadores, percebemos como as mudanças climáticas afetam a vida tanto em terra quanto no mar: a quantidade de peixes vem diminuindo e é preciso se afastar cada vez mais da costa para encontrá-los, longe da poluição, em águas mais profundas
", afirmou Ronaldo da Silva Borges, presidente da Ong  Associação de Pescadores de Carapebus (Aspesca).

(Grace Perpétuo Ascom/MMA)

SE - A III Conferência Estadual do Meio Ambiente do Sergipe foi aberta no dia 12, no Centro de Convenções de Aracaju. A solenidade teve a participação de 649 pessoas de 75 municípios sergipanos.
O Estado realizou conferências municipais em 50 cidades com a participação de mais de quatro mil pessoas que elaboraram mais de mil proposições. Os principais problemas ambientais do estado estão relacionados ao desmatamento da caatinga: às carvoarias; desertificação; expansão do agronegócio; poluição de rios e mares decorrentes de esgotos domésticos e industriais; assoreamento dos rios; pesca predatória e falta de saneamento básico; destruição dos manguezais para criação de camarão em cativeiro.

(Gerusa Barbosa- Ascom/MMA)

PE- Cerca de 300 pessoas participam da Conferência de Pernambuco. Foram temas como o Combate à Desertificação e Convivência com o Semi-árido; Gestão e Conservação da Água e de Ambientes Litorâneos; Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Florestal; Gestão de Residuos Sólidos sob a Ótica dos 3 Rs (reduzir, reaproveitar e reciclar); Produção Mais Limpa e Consumo Sustentável; Cidades Sustentáveis (mobilidade e trânsito, uso e ocupação do solo e saneamento ambiental).  

(Suelene Gusmão- Ascom/MMA)

RR - De 12 a 14 foi a vez da II Conferência Estadual do Meio Ambiente, que teve como tema “Mudanças Climáticas” e lema “Vamos Cuidar de Roraima”. O evento aconteceu no auditório da Universidade Estadual de Roraima (Uerr). Das conferências realizadas nos municípios com até 25 mil habitantes foram escolhidos dez delegados, e nos municípios com maior população  foram escolhidos 50, elegendo nas 10 regionais 370 delegados à estadual. Participaram da conferência cerca de 480 pessoas.

RO- A conferência de Rondônia aconteceu de 14 a 16 de março, em Porto Velho. O evento foi realizado no auditório da Faculdade São Lucas e contou com a presença do secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, Egon Krakhecke. Cerca de 200 pessoas discutiram os principais problemas ambientais do Estados, entre eles o desmatamento, queimadas, pecuária,hidrelétricas e gasoduto. 

 

 

 
Coordenação da III CNMA: Hamilton Pereira
(Secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental/Coordenador Nacional), Pedro Ivo Batista (Diretor de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental/Coordenador Geral) e Geraldo Vitor de Abreu (Coordenador Executivo) Equipe de Comunicação:
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