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Criação
de Rede fortalece
Fundos Socioambientais
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Uma
importante deliberação da I Conferência Nacional
do Meio Ambiente está contribuindo para o fortalecimento e a melhoria da gestão de fundos de meio ambiente. A
plenária de 2003 aprovou diversas propostas referentes ao eixo
“Mecanismos Econômicos e Financeiros”. Entre elas a criação
da Rede Brasileira de Fundos Socioambientais. A iniciativa é uma parceria do
Ministério do Meio Ambiente com a Associação
Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente - (ABEMA) e a
Associação Nacional de Órgãos Municipais
de Meio Ambiente (ANAMMA).
A
Rede trabalha para articular ações de financiamento da
Política Nacional de Meio Ambiente, estabelecendo um diálogo
entre a União, os estados e os municípios e com a
iniciativa privada. “O objetivo é convergir ações, evitando a superposição
de investimentos e direcionando os recursos para áreas
consideradas prioritárias”, explica Elias Araújo,
diretor do Fundo Nacional do Meio Ambiente. A coordenadora de
formação do FNMA, Taciana Leme, destaca que é
necessário saber utilizar os recursos disponíveis,
mudando o foco das administrações públicas e da
gestão desses recursos em âmbito nacional para que os
projetos locais comecem a ser beneficiados. “ É papel da
Rede fazer essa articulação”, explica.
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Atualmente
a Rede conta com cerca de 60 fundos e é composta por
representantes de diversos setores, chamados “nós da rede”,
que atuam nos estados. Um exemplo do resultado desse trabalho é
a captação de R$ 34,05 milhões pelo Fundo
Especial de Meio Ambiente do Município de São Paulo. Os
recursos foram captados no 1º Leilão de Créditos
de Carbono realizado por um órgão público no
mundo. A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente já
tem projetos a serem financiados, entre eles a implantação
de parques lineares, criação de ciclovias, viveiro,
hospital veterinário, escola de marcenaria em parque, novas
praças e programas de coleta seletiva e de educação
ambiental.
Em
Vitória da Conquista, na Bahia, a Rede também está
ativa. De acordo com o secretário-executivo do Fundo Municipal
de Meio Ambiente, Marcondes Sousa Barbosa, a troca de experiências
propiciada pela Rede é fundamental. “Agora o Fundo tem mais
visibilidade e podemos trabalhar com maior capacitação,
formando multiplicadores de um modelo de gestão eficiente”,
ressalta.
No
último mês de setembro, 23 municípios do Estado
da Bahia estiveram presentes no Seminário Regional de Fundos
Socioambientais Sudoeste da Bahia para discutir o financiamento
das políticas públicas de Meio Ambiente, num encontro
foi promovido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Vitória
da Conquista e pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente. As palestras
tiveram como tema central o financiamento das políticas de
meio ambiente, o acesso aos apoios de projetos de fundos nacionais e
internacionais, a criação da Rede Brasileira de Fundos
Socioambientais e a proposta de criação de fundos de
meio ambiente nos municípios do Estado da Bahia.
O que são os Fundos Socioambientais?
Os
fundos socioambientais podem ser públicos ou privados.
Representam uma ferramenta inovadora para a gestão ambiental
no Brasil, além de serem a ligação entre o
governo e a sociedade civil na implementação de
estratégias nacionais de conservação e
desenvolvimento sustentável. Cada vez mais, se consolidam
como um espaço ágil e transparente para a
realização
de projetos, programas e políticas ambientais com a
adoção
de instrumentos de participação e controle social.
Dados
o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do
MMA apontam que o País conta com um grande número de
fundos socioambientais, mas poucos encontram-se em operação.
Dos quase mil fundos municipais de meio ambiente criados até
2001, somente 81 encontravam-se ativos naquele ano. Já em
2004, foram identificados 50 fundos socioambientais estaduais, mas 16 em funcionamento.
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Mais de mil pessoas mobilizadas em SC
No dia 30 de
outubro, será realizada em Joaçaba (SC) a última Conferência Regional do Meio
Ambiente do estado. Até o momento, foram contabilizadas a participação de cerca
de mil pessoas nas seis etapas regionais que aconteceram durante os meses de
setembro e outubro em Santa Catarina. |
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Paraná capacita sistematizadores
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A Secretaria de Estado do Meio
Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná (SEMARH) realiza até dia 15 dezembro oficinas para capacitar
facilitadores e sistematizadores para as Conferências Regionais do Meio
Ambiente.
No total serão treinadas 30 pessoas por regional. De acordo com a
coordenadora-geral da III Conferência Estadual do Meio Ambiente, Débora
Albuquerque, o objetivo é qualificar uma equipe para trabalhar nas Conferências.
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"Isso não abstem o processo democrático de indicação do facilitador e do
sistematizador pelo grupo de trabalho", afirma.
A plenária estadual está prevista para
março de 2008 e será regida por quatro
eixos básicos de discussão: aspectos científicos
das mudanças climáticas; regime internacional das
mudanças, climáticas; o Brasil e as mudanças
climáticas e Educação Ambiental e as
mudanças climáticas.
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Amapá dá início às municipais
O
Estado do Amapá deu início às
conferências municipais de meio ambiente e entra na reta final de
mobilização.
Até esta segunda-feira, 29, Tartarugalzinho, Pracuúba e Amapá realizaram suas conferências, mas o calendário segue até 10 de
novembro.
A COE, em conjunto com a Superintendência do Ibama no
Amapá e com as Secretarias de Estado do Meio Ambiente (SEMA) e
de
Inclusão e Mobilização Social (SIMS), é
responsável pela articulação e
mobilização
local para realização da Conferência Estadual, que
será realizada de 20 a 23 de novembro, em Macapá.
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Confira a agenda:
29/10 - Cutias e Serra do Navio
30/10 - Pedra Branca do Amapari
31/10 - Porto Grande
03/11- Vitória do Jarí
04/11- Laranjal do Jarí
05/11 - Oiapoque
06/11 - Mazagão
07/11 - Calçoene
08/11- Ferreira Gomes
10/11- Bailique (distrito de Macapá)
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Itaubal – data a confirmar
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Santana – data a confirmar
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Macapá – data a confirmar
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Vale do Cuiabá debate mudanças climáticas
Representantes
da sociedade civil, governos e iniciativa privada participaram da
Conferência Regional do Meio Ambiente do Vale do Rio
Cuiabá, na última sexta-feira
(26). Estiveram presentes os municípios de
Acorizal, Barão de Melgaço, Chapada dos Guimarães,
Cuiabá, Jangada, Nobres, Nossa Senhora do Livramento, Nova
Brasilândia, Planalto da Serra, Poconé, Rosário
Oeste, Santo Antonio de Leverger e Vázea Grande. Foram eleitos 18 delegados para a etapa estadual.
Até a primeira quinzena de
novembro serão realizadas 11 conferências regionais. A próxima etapa é a
Conferência Estadual, marcada para 21 a 23 de novembro, cujo
tema é
"Legislação Ambiental e Mudanças Climáticas".
De
acordo com o Secretário de Meio Ambiente do Mato Grosso,
Luís Henrique Daldegan, a conferência é muito
importante, pois é um momento de engrandecimento da
política nacional. Para o coordenador executivo da III
CNMA, Geraldo Vitor de Abreu, a iniciativa é uma farma de
pactuar com a sociedade a responsabilidade da definição
de políticas ambientais.
O
encerramento das conferências regionais será esta semana,
com plenárias em Barra do Garças, São Félix
do Araguaia e Vila Rica. Já foram realizadas conferências
em Campo Verde, Arenápolis, Cáceres, Conquista
D´Oeste, Juína, Água Boa, Sorriso e Alta Floresta.
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