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Mudança do Clima e AbE

Por concentrar a maior porção da população brasileira e da produção econômica do país, é imprescindível considerar os impactos da mudança do clima e as medidas necessárias para a adaptação a esses impactos na Mata Atlântica. 

Mata-Atlantica2 Credito-WigoldBShaffer-MMA-2012

A adaptação à mudança do clima baseada em ecossistemas (AbE) busca usar a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos como estratégia para ajudar as pessoas a se adaptarem aos impactos da mudança do clima. Devido ao seu histórico de desmatamento, ocupação desordenada e urbanização, a Mata Atlântica sofre com a alta fragmentação de seus remanescentes de vegetação, que potencializam as ameaças da mudança do clima. Medidas AbE abordam as necessidades de conservação e recuperação da biodiversidade existentes na Mata Atlântica, gerando múltiplos benefícios para a sociedade, somadas à própria adaptação à mudança do clima.

O Ministério do Meio Ambiente vem atuando nesses temas e apresenta aqui a sua estratégia de desenvolvimento de capacidades em AbE na Mata Atlântica; o estudo de Impactos da Mudança do Clima na Mata Atlântica; e a consideração da AbE em duas políticas públicas de clima e biodiversidade: o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA) e a Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (EPANB); todos resultados do projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica.    

Estratégia de desenvolvimento de capacidades em AbE na Mata Atlântica


O projeto Mata Atlântica desenvolveu uma Estratégia de Desenvolvimento de Capacidades em AbE com o objetivo de fortalecer capacidades técnicas e institucionais na Mata Atlântica, divulgar e conscientizar sobre a AbE no Brasil e, principalmente, fomentar a consideração de medidas AbE em políticas públicas e instrumentos de planejamento e ordenamento territorial por meio dos passos apresentados no Ciclo AbE. 

Ao todo, quatro cursos para a formação de formadores em AbE foram oferecidos, capacitando 69 formadores, dos quais 25 já tiveram experiência treinando outros grupos. Onze cursos metodológicos sobre a consideração de medidas AbE em políticas públicas e instrumentos de planejamento e ordenamento territorial foram oferecidos em sete cidades, cobrindo todas as regiões de atuação do projeto Mata Atlântica, com a participação de 267 pessoas. Além disso, eventos de sensibilização e conscientização sobre mudança do clima e AbE foram realizados em diferentes contextos, com ampla participação, como no evento de comemoração da Semana da Mata Atlântica promovido pelo MMA junto a instituições parceiras. 

Com as boas práticas das capacitações realizadas, o projeto Mata Atlântica produziu o Curso de educação à distância em Adaptação baseada em Ecossistemas frente à Mudança do Clima, que passa a ser disponibilizado a todos pelo MMA.

Saiba mais sobre a estratégia de desenvolvimento de capacidades em AbE na Mata Atlântica e acesse os materiais desenvolvidos pelo projeto Mata Atlântica para dar suporte às capacitações pelos links abaixo:

Apostila do curso em Adaptação baseada em Ecossistemas (AbE) frente à Mudança do Clima.

Cartazes sobre inserção da Adaptação à Mudança do Clima baseada em Ecossistemas no planejamento

Estratégia de desenvolvimento de capacidades em AbE na Mata Atlântica



 
 


Impactos da Mudança do Clima na Mata Atlântica

Entre 2015 e 2016, o projeto Mata Atlântica desenvolveu um estudo sobre os impactos biofísicos da mudança do clima na Mata Atlântica, com o objetivo de dar subsídios a políticas públicas e instrumentos de planejamento e ordenamento territorial para que considerem a mudança do clima e a identificação e implementação de medidas AbE. 

Esse estudo exigiu um grande esforço de levantamento de dados secundários e desenvolvimento de métodos, o que gerou um conhecimento inédito sobre os impactos da mudança do clima no Brasil, que resultou na disponibilização de todo os mapas e resultados obtidos para a sociedade. 

Para isso, foram realizadas modelagens de impactos biofísicos potenciais da mudança do clima a partir de variáveis climáticas obtidas por dois modelos climáticos regionais disponíveis para o Brasil: Eta HadGEM2-ES e Eta MIROC5. Assim, a partir das variáveis climáticas e dos extremos climáticos simulados por cada um dos modelos regionais, para dois diferentes cenários de emissão de gases de efeito estufa (RCP 4.5 otimista e RCP 8.5 pessimista), 4 diferentes períodos de análise (1961-2005 ou linha de base; 2011-2040; 2041-2070; e 2071 -2100), e duas estações do ano (dezembro-janeiro-fevereiro ou verão, e junho-julho-agosto ou inverno), foram analisados os impactos potenciais à inundação, erosão hídrica, deslizamento, disponibilidade de água no solo, zoneamento agroclimático, ocorrência de fitofisionomia e distribuição da dengue. 

Foram gerados 260 mapas de parâmetros climáticos, 104 de extremos climáticos, e 384 mapas de impactos biofísicos potenciais, todos para a Mata Atlântica. Os 748 mapas foram agrupados em 114 arquivos, buscando melhor demonstrar os resultados encontrados, Acesse todos os mapas em: http://mapas.mma.gov.br/i3geo e http://mapas.mma.gov.br/geonetwork

Além do desenvolvimento do estudo e disponibilização do relatório completo e todos os mapas gerados, o projeto Mata Atlântica elaborou um sumário para tomadores de decisão, com foco nos principais resultados obtidos. O sumário é organizado por região da Mata Atlântica (Nordeste; Centro-Oeste; Sudeste; Sul), e mostra os resultados para 2040, o intervalo mais relevante para a definição de estratégias de adaptação de curto e médio prazos nos níveis local e municipal, e para o planejamento e execução de medidas AbE. 

Acesse o relatório completo e o sumário para tomadores de decisão do estudo de impactos da mudança do clima na Mata Atlântica pelos links abaixo:

Impactos da Mudança do Clima na Mata Atlântica  (Sumário para tomadores de decisão)

Impactos da Mudança do Clima na Mata Atlântica  (Relatório completo)

Impactos da Mudança do Clima na Mata Atlântica (Mapas)


Estratégia Setorial de Biodiversidade e Ecossistemas, e AbE no Plano Nacional de Adaptação à mudança do Clima (PNA)

Estudos sobre os impactos da mudança do clima sobre a biodiversidade do Brasil, e discussões e levantamento de informações sobre AbE foram realizados para subsidiar a elaboração e a implementação da Estratégia Setorial de Biodiversidade e Ecossistemas do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA), com o apoio do projeto BRA/11/001. Os relatórios das consultorias realizadas geraram uma publicação, desenvolvida no âmbito do projeto Mata Atlântica, que reúne informações importantes e resultados deste processo, incluindo uma avaliação de como a AbE foi abordada pelo PNA e por todas as suas estratégias setoriais, além da análise dos impactos da mudança do clima sobre os biomas brasileiros e sobre grupos de espécies indicadoras destas mudanças.   

O Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA), instituído em 10 de maio de 2016 por meio da Portaria nº 150, é um instrumento elaborado pelo governo federal em colaboração com a sociedade civil, setor privado e governos estaduais que tem como objetivo promover a redução da vulnerabilidade nacional à mudança do clima. O projeto Mata Atlântica apoiou a consideração de medidas AbE em diversas estratégias setoriais que compõe esta política pública, notadamente a Estratégia de Biodiversidade e Ecossistemas, e até mesmo a inclusão da AbE como um dos princípios que regem todo o PNA.

Acesse a Estratégia Setorial de Biodiversidade e Ecossistemas e a publicação sobre os impactos da mudança do clima sobre a biodiversidade e Adaptação baseada em Ecossistemas no Brasil pelos links abaixo:

Estratégia Setorial de Biodiversidade e Ecossistemas do PNA

Saiba mais em http://www.mma.gov.br/clima/adaptacao/plano-nacional-de-adaptacao 

Mudança do Clima e AbE na Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (EPANB)

Em 2017, o Ministério do Meio Ambiente lançou a Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade – EPANB, que sistematiza a contribuição brasileira ao alcance das Metas Nacionais de Biodiversidade para 2020 e Metas de Aichi, como instrumentos da Convenção da Diversidade Biológica – CDB. A EPANB visa promover a conservação da biodiversidade e a utilização sustentável de seus componentes de forma integrada, garantindo a repartição justa e equitativa dos benefícios derivados da utilização do patrimônio genético, valorizando os conhecimentos tradicionais associados e respeitando a igualdade de gênero e geracional, o que contribui para a erradicação da pobreza.

Devido a importância da integração entre as políticas de biodiversidade e clima visando a adaptação dos ecossistemas e espécies à mudança do clima e a adaptação baseada em ecossistemas, houve uma duplicação das ações previstas no PNA e na EPANB, buscando sinergias entre as duas políticas. Devido à essa importância, o projeto Mata Atlântica apoiou a elaboração de publicações que podem ser acessadas pelos links abaixo:

Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (EPANB)

Processo Brasileiro de Construção da Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (EPANB) - Caminhos e Lições Aprendidas

o vídeo que pode ser baixado aqui:

Video EPANB

Saiba mais em http://mma.gov.br/epanb
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